"Criamos um grupo no WhatsApp para os lojistas de nossa avenida e a estratégia está dando muito certo" - Polícia - Hora

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Segurança23/08/2016 | 17h56Atualizada em 23/08/2016 | 18h35

"Criamos um grupo no WhatsApp para os lojistas de nossa avenida e a estratégia está dando muito certo"

Com apoio da polícia, empresários da Leoberto Leal, em São José, monitoram atividades e pessoas suspeitas pelo celular e evitam assaltos

"Criamos um grupo no WhatsApp para os lojistas de nossa avenida e a estratégia está dando muito certo" Felipe Nogs/Agencia RBS
Foto: Felipe Nogs / Agencia RBS
Marcos Souza
Marcos Souza

A segurança sempre me intrigou e me faz pensar e repensar sobre os relacionamentos humanos e do que as pessoas são capazes de fazer umas com as outras. A impunidade é histórica em nosso país e vivemos escolhendo formas para nos defender. E muitos destes motivos fizeram com que escolhesse empreender no ramo, proporcionando um lar protegido aos meus e aos seus, além de um ambiente de trabalho mais seguro, com equipamentos e soluções inteligentes em automação e segurança. 

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Como empresário, vejo o medo no semblante das pessoas, preocupadas com o bem-estar de suas famílias e seus colaboradores, diante de tantos casos de arrombamentos, roubos e assaltos, acompanhados de violência, crescentes na Grande Florianópolis. Como pai, marido e filho, compartilho deste mesmo sentimento. 

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A avenida Leoberto Leal, uma das mais movimentadas de São José, na Grande Florianópolis, com inúmeras empresas localizadas ao longo da via, também  não foge desta realidade. O 7º Batalhão da Polícia Militar já apontou como principais problemas do local as diversas ocorrências de furtos e roubos, um grande número de moradores de rua e usuários de drogas, a impunidade e a reincidência destes casos. 

Cansados de amargar tantos prejuízos e passar por inúmeros sustos, os comerciantes precisavam de uma atitude. Percebendo este problema, procurei auxílio na Polícia Militar e, entre muitas conversas, conheci uma estratégia que estava dando muito certo em outros bairros. Em Forquilhinha, também em São José, empresários criaram um grupo no WhatsApp, onde trocavam informações sobre pessoas ou situações suspeitas, alertando e chamando a polícia em caso de necessidade. Por que não tentar essa mesma estratégia na Leoberto Leal? 

Em maio, a ideia começou a ser desenhada. Então reunimos na AEMFLO e CDL-SJ os empresários da Leoberto Leal para um evento, que contou com a palestra de policiais militares, dando dicas sobre como deixar o comércio mais seguro. Falamos deste case aos comerciantes, mostrando que unidos teríamos mais força para combater a insegurança. A ideia, então, se transformou em realidade. 

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Quase dois meses após a criação do grupo e mais de 100 pessoas incluídas, podemos dizer que a estratégia está dando muito certo! Os empresários trocam informações o tempo todo, principalmente sobre suspeitos rondando os negócios da avenida. Muitos comércios seguem trabalhando até a madrugada e estão sempre atentos. 

Dia desses, uma ótica foi assaltada e o colaborador, trancado no banheiro, pediu socorro no grupo. A polícia, que também está no grupo, foi alertada. O criminoso chegou a ser preso e os pertences roubados foram recuperados. 

O que muito nos motiva nesta iniciativa é a união que se formou entre os empresários. Estamos nos ajudando e sentindo na pele, nos relacionamentos e nos negócios, que juntos fazemos a diferença. Essa ideia precisa se propagar e, em breve, vamos propor mais grupos em diferentes regiões, para que as empresas e as famílias envolvidas não absorvam os prejuízos deste problema social.

 
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