"Ele disse 'coloquem as coisas na sacola que não vai acontecer nada'", diz passageira de ônibus assaltado na SC-401 - Polícia - Hora

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Medo17/08/2016 | 20h25Atualizada em 17/08/2016 | 20h30

"Ele disse 'coloquem as coisas na sacola que não vai acontecer nada'", diz passageira de ônibus assaltado na SC-401

Reportagem da Hora ouviu uma das vítimas da nova onda de crimes no transporte coletivo de Florianópolis

"Ele disse 'coloquem as coisas na sacola que não vai acontecer nada'", diz passageira de ônibus assaltado na SC-401 Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Uma das vítimas do assalto a um ônibus que seguia para o norte da Ilha, em Florianópolis, na noite de terça-feira, narrou como foi a ação dos três criminosos que entraram no veículo. A mulher não quis ter o nome divulgado, contou que a ação foi rápida e que os suspeitos não foram violentos.Um deles estava armado. É o segundo assalto no transporte coletivo da Capital registrado neste mês. Entre os meses de março e abril deste ano, ocorreu outra onda de arrastões em ônibus da cidade, principalmente no norte da Ilha. Confira a entrevista:

Como foi o assalto?

Eu estava mais ou menos no meio do ônibus, subi em Santo Antônio de Lisboa, indo pra Canasvieiras. Quando chegou no trevo de Ratones,eles subiram. Vi três. Eu estava mexendo no celular e vi que estavam olhando,então guardei no bolso. Foi quando um deles mostrou a arma e roubou o cobrador. Outro foi para trás, pegou uma sacola que eu tinha, esvaziou, jogou tudo no chão e foi recolhendo as coisas dos passageiros, dizendo pra entregarem carteiras, celular. Eu joguei meu telefone embaixo do banco pra não perder. Logo depois eles desceram.

Eles foram violentos?

Quando um deles puxou a arma, todo mundo se abaixou. Mas ele disse "coloquem as coisas na sacola que não vai acontecer nada". Não foram violentos. Ninguém se machucou.

Eles esconderam o rosto?

Não. Quando entraram, não dava pra desconfiar que eram assaltantes.

Você já havia passado por algo parecido?

Nunca, foi a primeira vez. Quando desci no Tican quis ir direto pra casa. O pessoal do ônibus ligou pra polícia, mas eu não esperei nada. Agora fico me enrolando pra sair do trabalho com medo de pegar o ônibus nesse horário.

 
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