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Rede de vizinhos23/08/2016 | 05h09Atualizada em 23/08/2016 | 05h09

Polícia Militar de Santa Catarina padroniza grupos de segurança comunitária

Projeto visa dar metodologia única a programa que hoje funcionam nos bairros de diversas cidades do Estado

Polícia Militar de Santa Catarina padroniza grupos de segurança comunitária Caio Marcelo/Especial
No Bairro Santa Bárbara, em Criciúma, o programa de segurança dos vizinhos ajudou a zerar ocorrências Foto: Caio Marcelo / Especial

Espalhados por Santa Catarina, grupos formados por moradores que buscam dar mais segurança às cidades catarinenses agora vão ter um padrão de atuação. Coordenado pela Polícia Militar (PM), o projeto Rede de Vizinhos pretende adequar a metodologia hoje usada em diversos bairros do Estado. Os projetos são conhecidos em alguns locais como Vizinho Solidário, mas agora serão unificados na nova proposta da corporação, a fim de que os resultados de prevenção e fortalecimento de vínculos comunitários possam ser alcançados.

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Pela nova proposta institucionalizada pelo comandante-geral da PM, Paulo Henrique Hemm, o policial militar deve ser o responsável pela transformação na comunidade onde está inserido. A própria corporação deve fazer um levantamento das necessidades dos bairros e apresentá-lo para os moradores, iniciando a criação do novo grupo, que fará reuniões para discutir ideias e ações comunitárias. Nas cidades onde funcionam, os grupos ajudam na segurança do bairro através de grupos de Whats App com a presença de policiais e encontros periódicos.

— O vizinho solidário é um dentre outros nomes conferidos a projetos similares a Rede de Vizinhos. Fato é que boa parte deles são operacionalizados sem a metodologia adequada, distorcendo o programa e, por conseqüência, comprometendo o sucesso no alcance dos resultados — explica o capitão da PM Thiago Augusto Vieira.

Vizinho Solidário ajuda a diminuir ocorrências no Rio Tavares

Especialista em polícia comunitária e ex-comandante-geral da PM no Estado, o coronel da reserva Nazareno Marcineiro elogia a iniciativa de implantação de um modelo padrão. Ao mesmo tempo, ele pondera que o projeto precisa de engajamento de todas as partes envolvidas. Assim como a polícia precisa fazer sua a parte, a população tem de saber que a segurança também é papel dela. Para isso é preciso que se definam objetivos claros a serem seguidos:

— O projeto se dará melhor ou pior conforme o engajamento das pessoas na direção do desejado. O tempo todo as pessoas estão agindo, a partir do momento que definirem o querem na busca do melhor objetivo aí então se tem chance de fazer acontecer.

Com o programa institucionalizado, a PM afirma que irá publicar um manual com o marco conceitual de orientação para instalação das redes. Os policiais militares envolvidos no processo também serão capacitados.

Mais de 1,7 mil envolvidos em Criciúma

No bairro Santa Bárbara, em Criciúma, a iniciativa popular tem trazido bons resultados. A comunidade tem pelo menos 6,1 mil moradores, e 200 deles já fazem parte do grupo de WhatsApp destinado ao Vizinhos Protegidos, projeto criado pelos moradores. Nas casas, uma placa sinaliza quem participa da rede de monitoramento, e a cada reunião da associação de moradores, mais 20 são disponibilizadas aos interessados.

— As placas, o grupo de Whats e as reuniões. Esse tripé é o do projeto. Eu credito o sucesso no Santa Bárbara graças ao comprometimento dos moradores, o que acaba se tornando uma grande rede — explica o presidente da associação, Emerson Teixeira.

Vizinho Solidário chega ao comércio de Barreiros, em São José

A interação entre os moradores é tanta que, durante todo o mês de junho e julho, nenhuma ocorrência foi registrada no bairro, de acordo com o tenente-coronel Evandro de Andrade Fraga. O comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar destaca a rede que envolve comércio e bairros, com 1.760 pessoas, dentro de 32 projetos ativos na cidade.

— O objetivo principal dessas redes é aumentar a proximidade entre população e PM, possibilitando que, em conjunto, possamos identificar e rapidamente solucionar os problemas. A qualidade da informação para a policia é muito melhor e maior — destaca Fraga.

Do alto da sacada da casa, o empresário Reinaldo Almada Glória, de 53 anos, tem uma visão privilegiada da rua. Ele e os demais moradores participam do projeto, que melhorou os índices de segurança e aproximou ainda mais a comunidade. Quando viajam, alguns deixam a chave da casa com ele, tamanha a confiança e colaboração que o grupo construiu.

— Eu que estou sempre entrando e saindo, sentia uma certa insegurança de deixar a casa sozinha. A questão de se comunicar com quem mora perto, que antes era um problema, agora é um meio da gente se manter protegido — resume o empresário.

COMO CRIAR

Saiba como fundar uma Rede de Vizinhos na sua comunidade:

1 - Mobilize seus vizinhos

2 - Com a vizinhança (moradores e/ou comerciantes) mobilizada, procure o comandante da Polícia Militar do seu bairro

3 - O comandante local estudará a viabilidade da estratégia de Rede de Vizinhos para a localidade

4 - A intenção do programa é que os vizinhos atuem em cooperação, se associem para fomentar parcerias e fortalecer as relações interpessoais e a cidadania ativa do bairro

Fonte: PM SC

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