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Justiça23/08/2016 | 09h55Atualizada em 23/08/2016 | 10h10

Policial acusado de matar professora em Imbituba vai a júri popular

Julgamento será no dia 22 de setembro deste ano, às 9h30min

Policial acusado de matar professora em Imbituba vai a júri popular Flávio Neves/Agencia RBS
Ênio Sebastião de Farias em 19 de abril de 2013, quando foi preso Foto: Flávio Neves / Agencia RBS

Acusado de matar a própria namorada, a professora Hannelore Sievert, 40 anos, em 2013, o policial militar Ênio Sebastião de Farias, 53 anos, vai a júri popular no dia 22 de setembro deste ano em Imbituba, cidade onde ocorreu o crime. O subtenente foi preso em 19 de abril de 2013, uma semana depois que o corpo da vítima foi encontrado.

Relembre o caso da morte da professora

Segundo a investigação da Polícia Civil à época, o caso ocorre no dia 12 de abril daquele ano, quando o policial e a professora desapareceram. O carro dele foi encontrado em uma praia da Imbituba atolado, batido e com manchas de sangue dentro dele. Cinco dias depois a polícia localizou o corpo da vítima carbonizado e enterrado próximo a onde estava o carro.

No mesmo dia, imagens das câmeras de uma agência bancária de Tapes (RS) mostraram o PM sacando R$ 1 mil e a Justiça decretou a prisão temporária do policial. No começo do sexto dia de desaparecimento de Farias ele foi preso em Santana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai. No final do mês ele teve a prisão preventiva decretada.

Hannelore Siervert era professora Foto: Divulgação / Polícia Civil

Em depoimento na Polícia Civil na época do crime, o subtenente confessou ter assassinado a namorada. Pelo depoimento, ele disse que colocou o corpo já sem vida da namorada sobre o sofá-cama em que ambos dormiam, espalhou combustível e sentou para assistir as chamas consumirem a namorada. Em seguida, carregou os restos mortais nos braços por cerca de 200 metros, quando uma duna cedeu e ele aproveitou o buraco aberto para depositar o corpo no local.

Defesa pede anulação do julgamento

O advogado de Farias, Acacio Marcel Marcal Sarda, não quis entrar no mérito da questão sobre o crime. Mas disse que pediu a anulação do julgamento. Na visão do defensor, tanto o juiz de primeiro grau quando o desembargador do Tribunal de Justiça que julgou os recursos do policial militar não foram comedidos em suas decisões iniciais. Isso, segundo ele, pode influenciar os jurados.

A justificativa de Sarda é que houve excesso na fundamentação:

— Tanto o juiz como tribunal adentraram a análise da prova e acabaram condenando antes do julgamento — afirmou.

 
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