Diante dos jurados, homem nega intenção de matar a própria mulher em Florianópolis - Polícia - Hora

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Banco dos réus29/09/2016 | 17h21Atualizada em 29/09/2016 | 17h55

Diante dos jurados, homem nega intenção de matar a própria mulher em Florianópolis

Paulo Steinbach enfrenta júri popular por atropelar e matar vítima no bairro Itaguaçu, há 10 anos.

O engenheiro e bancário Paulo Eduardo Costa Steinbach, 43 anos, negou em júri popular nesta quinta-feira, em Florianópolis, a intenção de ter matado a mulher, a artesãa Yara Margareth Paz Steinbach, 28 anos.

O crime aconteceu há 10 anos em frente a uma clínica no bairro Itaguaçu, no continente, quando Paulo foi preso por ter jogado o carro contra a mulher e a esmagado no muro. O acusado ficou um ano na prisão e responde em liberdade.

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O julgamento começou pela manhã no Fórum do Centro. O réu afirma que não teve a intenção de matá-la. Segundo um dos advogados de defesa, Giancarlo Castelan, o bancário agiu sob violenta emoção e houve homicídio culposo, quando não há intenção de morte. O advogado relatou aos jurados que Paulo viu a mulher com o amante na frente da clínica quando — Paulo havia levado o filho com Yara para uma consulta médica.

— Ele ficou em pânico, nervoso, tomado de sentimento de emoção. Não foi uma sequência de atos, foi tudo muito rápido e ele queria sair dali — disse o advogado no plenário.

O defensor afirmou também que Paulo já havia perdoado uma traição anterior de Yara, a qual "não lhe tratava bem". O casal se conheceu pela internet e Yara tinha outros dois filhos de relacionamento anterior.

O promotor responsável pela acusação, Luiz Fernando Pacheco, pediu a condenação do réu por homicídio qualificado. Segundo ele,Paulo decidiu atropelar, matou e esmagou a mulher.

— Foi o que disseram as testemunhas, que ele acelerou o veículo esmagando a mulher contra o muro. Ele atropelou não foi por acidente, foi com vontade de matar, dito por todas as pessoas que ele acelerou — destacou o promotor aos jurados, observando que se o crime fosse nos Estados Unidos o acusado seria condenado a pena de morte.

— A traição, uma infidelidade, não é um alvará para matar — completou Pacheco.

O júri é presidio pelo juiz Marcelo Volpato. Às 17h começou a réplica da acusação e depois haverá a tréplica da defesa. A previsão é que a sentença saia no começo da noite.


 
 
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