Marcado julgamento de acusados de matar agente Deise Alves - Polícia - Hora

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Morta em 201221/09/2016 | 19h50Atualizada em 21/09/2016 | 19h53

Marcado julgamento de acusados de matar agente Deise Alves

Líderes de facção irão a júri em novembro por assassinato da mulher de ex-diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, em São José.

Marcado julgamento de acusados de matar agente Deise Alves Arquivo PEssoal/Arquivo Pessoal
Agente penitenciária Deise Alves, foi assassinada a tiros em São José, em 2012. Foto: Arquivo PEssoal / Arquivo Pessoal

A Justiça marcou para o dia 29 de novembro o júri popular dos acusados do assassinato da agente penitenciária Deise Alves, há quatro anos, em São José, na Grande Florianópolis. O julgamento será a partir das 8h no Fórum de São José.

A determinação é da juíza Marivone Koncikoski Abreu, da 1ª Vara Criminal de São José, dada na semana passada. Entre os réus estão as principais lideranças do crime organizado de Santa Catarina, que são criminosos do 1º ministério da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Eles cumprem pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A juíza estabeleceu que esses réus deverão acompanhar o júri por videoconferência, ou seja, não serão transferidos a Santa Catarina para prevenir lesão à ordem pública. A previsão é que o julgamento poderá se estender por até dois dias.

Os réus cujas informações ainda estariam em prisão federal são Evandro Sérgio Silva, o Nego Evandro; Rudinei do Prado, o Derru; Adílio Ferreira, o Cartucho e Gian Carlos Kazmirsk, o Jango.

Marciano Carvalho dos Santos, acusado de atirar em Deise, também vai a julgamento, mas não é acusado de associação criminosa — Marciano responde em liberdade.

A juíza requisitou ao comando do 7º Batalhão da Polícia Militar a segurança no Fórum diante da repercussão e comoção social causadas pelo fato.

Assassinato teve grande repercussão

Deise era mulher do então diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, o agente Carlos Alves, e foi executada por engano no lugar do marido, no dia 26 de outubro de 2012.

Três homens, em uma moto e em um carro seguiram o veículo de Carlos Alves. Quando o veículo estacionou, na frente da casa de um familiar, no Bairro Roçado (Rua João Fernando Pereira), Deise desceu e foi baleada.

Depois do assassinato, os presos do PGC ordenaram uma onda de atentados nas ruas, em retaliação às torturas que dizem ter sofrido na Penitenciária de São Pedro de Alcântara. A reportagem não conseguiu contato com os advogados de defesa dos réus na noite desta quarta-feira.


 
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