Nova manifestação pede segurança no norte da Ilha - Polícia - Hora

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Violência15/09/2016 | 08h20Atualizada em 15/09/2016 | 08h19

Nova manifestação pede segurança no norte da Ilha

Moradores e comerciantes dos Ingleses e Rio Vermelho estão preocupados com onda de assaltos

Nova manifestação pede segurança no norte da Ilha Marco Favero/Agencia RBS
Comerciantes realizaram um protesto no início de agosto Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Uma onda de furtos em residências, comércio e roubo de carros está assustando os moradores dos Ingleses e Rio Vermelho, que resolveram se unir e realizar uma manifestação na segunda-feira, dia 19 de setembro, pedindo mais segurança para a região. O protesto está marcado para iniciar às 16h30min no posto de gasolina na entrada dos Ingleses. No início de agosto também houve uma mobilização.

Comerciantes passam o dia em protesto nos Ingleses por segurança

Segundo o morador Luiz Carlos Flores Junior, toda semana são novos casos nos Ingleses. Ele foi vítima no dia 7 de setembro, quando teve o som do carro e ferramentas de trabalho roubados na garagem do seu prédio durante a madrugada:

— Nos grupos no Facebook do bairro todos os dias alguém coloca um caso novo. Vamos fazer essa manifestação para chamar a atenção das autoridades, antes que tirem a vida de alguém. 

No Rio Vermelho, o namorado de Beatriz Holleweiger teve o carro roubado em frente à sua casa. Ela conta que ele chegou por volta das 22h30min e entrou pra cumprimenta-la sem trancar o carro. O descuido foi suficiente para levarem o Peugeot 106: 

— Foi questão de cinco minutos que saímos para fechar e já tinham roubado. No dia seguinte foi encontrado na rua atrás da minha. Não sei se usaram pra fazer algum assalto, mas foi muito rápido — conta.

Depois disso, Beatriz redobrou os cuidados com a segurança e tranca todas as janelas até para ir na padaria ao lado de casa.

A mesma sensação de insegurança sente a camareira Kátia Rodrigues. Ela se mudou de uma casa maior há três anos depois de o imóvel ter sido arrombado, e agora aluga lugares menores, em que os moradores são mais próximos e podem ficar de olho no apartamento do vizinho:

— Todos os dias a gente escuta alguma história. Agora até cachorro estão roubando, eu cuido quando saio com a minha. Não podemos ficar esperando a polícia, todo mundo sabe eles não têm contingente. Vamos fazer essa caminhada pacífica para chamar atenção — conta.

Duas casas depois, o vizinho Gabriel Bitencourt construiu uma fortaleza para se prevenir, com muro alto, cerca elétrica, grades e câmeras de monitoramento:

— Eu trabalho com segurança, então fiz um projeto pra minha casa e investi cerca de R$ 6 mil. Acredito que isso inibe ação, estou sempre monitorando, mesmo quando não estou em casa — explicou.

Na manifestação realizada em agosto, o comandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel José Nunes Vieira, esteve presente e afirmou que a PM está fazendo o possível na região. A reportagem entrou em contato nesta terça-feira novamente, mas não obteve resposta. 

 
 
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