"Ultrapassou pelo acostamento", conta testemunha sobre motorista que atropelou ciclista na SC-401 - Polícia - Hora

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Investigação27/09/2016 | 13h08Atualizada em 27/09/2016 | 17h31

"Ultrapassou pelo acostamento", conta testemunha sobre motorista que atropelou ciclista na SC-401

Jovem voltava da mesma festa onde estava o condutor que atropelou a triatleta amadora Ina Ostrom, 27 anos. Caso está parado na Polícia Civil

"Ultrapassou pelo acostamento", conta testemunha sobre motorista que atropelou ciclista na SC-401 Divulgação/PMRv-SC
Carro que atropelou Ina Ostrom foi apreendido domingo à noite, no Bairro Pantanal Foto: Divulgação / PMRv-SC

Dois dias depois do acidente envolvendo um carro e a triatleta amadora Ina Ostrom, 27 anos, na manhã de domingo na SC-401, em Florianópolis, o caso continua sem investigação. A ocorrência foi registrada na 5ª DP, a unidade de plantão da Capital, mas será encaminhada para a 7ª DP, em Canasvieiras, responsável pela região onde ocorreu a colisão. Isso deveria ter ocorrido na segunda-feira, mas nesta terça o caso segue parado. A 5ª DP afirma que já mandou o registro, mas a 7ª DP ainda não o recebeu. O motorista que atingiu Ina fugiu do local.

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Os pais do jovem, que teria 20 anos, procuraram a família da atleta na segunda-feira e foram até o Hospital Celso Ramos, onde ela está internada sem previsão de alta. A identidade dele ainda não foi confirmada.

Uma jovem que estava com um grupo de amigos na mesma festa de onde saiu o motorista causador do acidente relatou à reportagem do Diário Catarinense os momentos que antecederam a batida e o que eles viram com o impacto. Ela não quis se identificar, mas se colocou à disposição da família para prestar depoimento de forma anônima caso necessário.

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Segundo a jovem, logo depois de saíram na festa que ocorreu em Jurerê, um carro em alta velocidade passou por eles pelo acostamento e quase bateu no veículo em que ela e amigos estavam.

— Ele ultrapassou pelo acostamento, estava em alta velocidade. Em seguida vimos na frente que um corpo saltou por quatro ou cinco metros de altura, saiu rodando no ar e caiu num terreno do lado — relata.

Ela diz que os amigos não pararam o carro por conta de uma colega que estava com o pé machucado e precisava ir ao hospital. Além disso, como outros veículos já haviam parado para prestar socorro, eles optaram por seguir adiante. Segundo a jovem, o grupo achou que o pior tinha acontecido:

— Achávamos que ela tinha morrido, também por isso não paramos. E vimos que logo alguns carros pararam. Foi um impacto imenso. 

A moça também descartou a versão dada pelos pais do motorista na visita ao hospital. Eles teriam dito que o rapaz dormiu ao volante e por isso atropelou a triatleta.

Mãe de Ina desabafa nas redes sociais

A mãe de Ina postou um desabafo na sua página pessoal no Facebook nesta segunda-feira. Yara Guasque escreveu que a filha teve traumatismo craniano, fratura do osso do rosto e suspeita de rompimento do ligamento do joelho. Disse ainda que Ina está bem, mas não sabe ainda se será necessária uma intervenção cirúrgica.

— Também meus sentimentos são de raiva, de vergonha, de nojo, de repulsa, de indignação. Acho que a sociedade tem de se responsabilizar pela violência e desrespeito à vida, aos seres e suas famílias sanguínea e afetivas.

A advogada da família de Ina, Jucélia Corrêa, disse na tarde desta terça-feira que os familiares do motorista entraram em contato para se colocar à disposição para prestar a assistência necessária à triatleta.


 
 
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