Velório de policial morto na Capital é marcado por emoção e grande presença de agentes de segurança - Polícia - Hora

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Segurança16/09/2016 | 13h27Atualizada em 16/09/2016 | 16h53

Velório de policial morto na Capital é marcado por emoção e grande presença de agentes de segurança

O corpo de Vinicius Alexandre Gonçalves, 31 anos, está sendo velado no Cemitério do Itacorubi

Velório de policial morto na Capital é marcado por emoção e grande presença de agentes de segurança Betina Humeres/Agencia RBS
Comandante-geral da PM-SC, coronel Paulo Henrique Hemm, de costas, se emocionou no velório Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

O velório do soldado da Polícia Militar de Santa Catarina (PM-SC) Vinicius Alexandre Gonçalves, 31 anos, reuniu um grande número de agentes de segurança, além de familiares e amigos, na manhã desta sexta-feira na Capela B do Cemitério do Itacorubi, em Florianópolis. Ele foi morto durante uma ação no Morro do Horácio, também na Capital, na noite de quinta-feira. Um tiro o atingiu entre o cinto e o colete à prova de balas, abaixo do abdômen.

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O corpo dele chegou ao local às 9h. O enterro está marcado para as 17h30min, no mesmo local. Representantes da PM, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Municipal e do Exército estiveram no cemitério durante a manhã. O comandante-geral da PM, coronel Paulo Henrique Hemm, chegou emocionado e, ao cumprimentar policiais, precisou ser amparado enquanto chorava. O secretário de Segurança Pública, César Grubba, também estará no velório.

— As perdas são irreparáveis, principalmente para a gente que é comandante. Esse sofrimento e choro nosso é o choro do cidadão. Somos o reflexo. Mas vamos continuar nessa luta e nessa guerra que existe hoje — comentou o coronel.

Colegas do policial estão no velório Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Dentro da capela estavam familiares e alguns colegas do soldado. Uma amiga da família, que não quis se identificar, conta que o policial era morador do Saco dos Limões, em Florianópolis, onde nasceu. Casado há quatro anos e sem filhos, foi criado pelos tios e pela avó, que morreu há dois meses.

A mãe do policial morreu em um acidente de trânsito em frente ao Cemitério do Itacorubi, onde ele será enterrado. Gonçalves tinha cinco anos na época. Ele não tinha irmãos e não conheceu o pai. Na última semana o policial teria feito com contato com suas tias para tentar informações paternas.

Na noite de quinta, momentos antes de morrer, o soldado trocou mensagens com um oficial da PM pedindo para assumir um posto no Batalhão de Operações Especiais (Bope). No áudio enviado, disse que atuar no Bope era um sonho. Atualmente ele era integrante do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT).

Segundo amigos, atuar como policial sempre foi o desejo de Gonçalves. Desde criança ele manifestava interesse. Inclusive fez faculdade de Administração no Cesusc, em Florianópolis, para ter o curso de graduação exigido no concurso da corporação. Ele entrou na PM em agosto de 2011.

No final da tarde desta sexta-feira, às 17h30min, os militares do Estado farão um ato em homenagem ao soldado morto. Segundo o comando-geral, os policiais e bombeiros foram convidados a prestar continência e ligar sirenes e dispositivos de iluminação de emergência por um minuto. O convite se estendeu também para outras forças de segurança.

O chefe da Casa Militar do Governo do Estado, coronel Nildo Otávio Teixeira, declarou luto oficial em todo o Estado por um dia por conta da morte do soldado em ato de serviço.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) também divulgou uma nota demonstrando luto pela morte do soldado: "Com apenas 31 anos, o jovem teve sua vida ceifada no momento em que a criminalidade na Capital cresce de forma contínua, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado."

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