Acusado de atirar contra PMs e atropelar mulheres será julgado em Florianópolis - Polícia - Hora

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Tribunal do Júri19/10/2016 | 16h54Atualizada em 19/10/2016 | 16h54

Acusado de atirar contra PMs e atropelar mulheres será julgado em Florianópolis

Crimes aconteceram em setembro de 2014, no Parque São Jorge e Itacorubi.

Acusado de atirar contra PMs e atropelar mulheres será julgado em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Duas mulheres foram atropeladas por carro desgovernado em fuga, em ponto de ônibus. Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O Tribunal do Júri de Florianópolis julgará a partir das 9h desta quinta-feira um homem acusado de um atentado a tiros contra a base da Polícia Militar no Parque São Jorge e na fuga atropelar duas mulheres em um ponto de ônibus no Itacorubi. Os crimes estão ligados a uma onda de atentados nas ruas do Estado em setembro de 2014.

O julgamento será no Fórum do Centro. Wesley Luiz da Costa, 20 anos, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais militares (do posto policial e da viatura) e Araci Irena Ecker, na época com 72 anos, e Gislene Daiane dos Santos, 31.

PM montou operação de buscas com helicóptero e 150 policiais. Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Segundo a denúncia do Ministério Público de SC, no dia 29 de setembro de 2014, por volta das 15h, Wesley e um adolescente de 16 anos, em um Fiesta roubado, passaram e atiraram contra os PMs que estavam na base do Parque São Jorge. Ao perceberem os disparos, os PMs se jogaram no chão para se proteger.

Na fuga, os dois atiradores foram perseguidos pela PM e novamente atiraram contra uma viatura. Em seguida, o carro em alta velocidade bateu contra o ponto de ônibus do Itacorubi em frente ao Cepon e atingiu as duas mulheres, que sofreram ferimentos graves. A promotoria afirma que depois disso Wesley ainda efetuou novos disparos em via pública com uma pistola.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Os dois fugiram em direção ao mangue do Itacorubi. A PM montou uma operação com 150 PMs. O adolescente foi o primeiro a ser localizado e apreendido. Wesley foi preso depois de seis horas de buscas com ajuda do helicóptero Águia. O réu também é acusado de integrar a facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e de corromper o adolescente para os delitos.

A vítima Gislene afirmou em juízo que ao descer do ônibus ouviu os disparos e se abrigou no ponto de ônibus para a sua proteção. Ela ficou 25 dias na UTI, 59 dias no hospital e passou por 18 cirurgias.

"Susto nos policiais"

Em interrogatório à Justiça, o acusado disse que "não efetuou os disparos na direção dos PMs e que só tinha a intenção de assustá-los". Sobre o atropelamento das mulheres, afirmou no depoimento que o adolescente perdeu o controle do veículo. Wesley está preso e nega pertencer ao PGC. A sessão será presidida pelo juiz Marcelo Volpato. Na acusação atuará o promotor Andrey Cunha Amorim.

 
 
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