Jovens presas em flagrante durante protesto em Florianópolis recebem liberdade provisória  - Polícia - Hora

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Audiência11/10/2016 | 15h48Atualizada em 12/10/2016 | 06h20

Jovens presas em flagrante durante protesto em Florianópolis recebem liberdade provisória 

Em audiência de custódia, juiz não viu a necessidade de converter o flagrante em prisão preventiva, mas estabeleceu medidas cautelares

Jovens presas em flagrante durante protesto em Florianópolis recebem liberdade provisória  Léo Cardoso/Agencia RBS
Cerca de 30 pessoas aguardavam as duas jovens na frente do Fórum da Capital Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

As duas manifestantes presas durante o protesto em Florianópolis na noite de segunda-feira foram liberadas após audiência de custódia no Fórum da Capital. Larissa Neves Ferreira, 20 anos, e Vanessa Michelli Canei, 27 anos, foram presas em flagrante por depredação do patrimônio público e desacato à autoridade. Um terceiro manifestante, Luiz Gabriel Rosa Machado, 27 anos, foi preso em flagrante mas pagou fiança e foi liberado.

No entendimento do juiz Renato Guilherme Gomes Cunha, não houve a necessidade de converter a prisão em flagrante em preventiva, portanto concedeu a liberdade provisória às duas. Elas foram acusadas de atear fogo em cones de sinalização, resistir à prisão e desacatar os policiais.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Durante a audiência, as duas jovens negaram os crimes de que são acusadas e afirmaram que os policiais foram truculentos. Uma das estudantes afirmou ter  levado um soco no rosto durante a abordagem policial, além de ter as roupas roupas arrancadas. Elas fizeram exames no Instituto Geral de Perícias (IGP) para comprovar as agressões da PM. Em entrevista após a audiência, a advogada de defesa, Daniela Félix, afirmou que há provas documentais de que elas não cometeram os crimes:

— Na minha visão, acho que o flagrante foi extremamente forçado, para não dizer forjado. Elas foram autuadas por dano ao patrimônio público por colocar fogo em um cone. Só foram dois cones apreendidos. E desacato e resistência. Temos provas de que esses crimes não ocorreram, gravações, vários depoimentos, um arquivo fotográfico vasto, uma série de procedimentos para fazer a defesa delas, que são, de fato, inocentes — disse a advogada.

Larissa e Vanessa deverão cumprir medidas cautelares, dar satisfações à Justiça uma vez por mês, não se ausentar da comarca por mais de 8 dias sem aviso prévio, permanecer fora de casa entre as 22h e as 5h e frequentar bares e festas.

Agora a investigação depende do Ministério Público de Santa Catarina analisar o inquérito e as provas e decidir por fazer a denúncia ou arquivar o caso. Enquanto isso, elas respondem em liberdade.

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