Suspeito de fraudar fila do SUS não se entrega e é considerado foragido - Polícia - Hora

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OPERAÇÃO RESSONÂNCIA25/10/2016 | 19h44Atualizada em 25/10/2016 | 19h44

Suspeito de fraudar fila do SUS não se entrega e é considerado foragido

Ele estaria entre os sete demais presos na operação do Ministério Público, mas mentiu ao informar, por meio de seu advogado, que iria se apresentar

Suspeito de fraudar fila do SUS não se entrega e é considerado foragido Caio Marcelo/Agencia RBS
Núcleo do esquema era no Hospital Celso Ramos, no centro de Florianópolis Foto: Caio Marcelo / Agencia RBS

Um dos suspeitos de integrar uma quadrilha que fraudava a fila do SUS em Santa Catarina não se entregou à polícia nesta terça-feira (25), conforme havia se comprometido. Eram oito mandados de prisão temporária expedidos pelo Ministério Público do Estado. Destes, sete foram cumpridos. Ainda na segunda, a oitava pessoa informou, por meio de seu advogado, que se apresentaria até as 18h de terça, e por isso é considerada foragida. A identidade do suspeito não foi divulgada pelo MPSC.

Outras 16 testemunhas foram ouvidas nesta terça-feira, sendo oito em Florianópolis e oito em São João Batista. No dia anterior, o promotor Alexandre Graziotin, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) interrogou três homens que foram conduzidos coercitivamente, entre eles, dois vereadores. 

As prisões e 19 mandados de busca e apreensão aconteceram em Florianópolis, Biguaçu, Major Gercino, Palhoça e São João Batista. Três vereadores estão entre os presos temporários da Operação Ressonância. Todos são do Partido Progressista.

Dois são de São João Batista, Sebastião Formento Filho (vice) e Carlos Francisco da Silva, e um de Biguaçu, Manoel Airton Pereira, o Bilico. O presidente da Câmara de São João, Mário José Soares, e o vereador eleito Alécio Boratti, que assume em janeiro, foram levados coercitivamente a Florianópolis para prestar depoimento. Eles também são do PP. 

Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o núcleo do esquema era no Hospital Celso Ramos, no centro da Capital, onde um servidor do Estado com acesso ao banco de dados do SUS fraudava a ordem de exames, principalmente os de ressonância magnética e tomografia. O valor cobrado ficava entre R$ 200 e R$ 600. A vantagem também poderia ser política, através da fidelização de eleitores por parte dos vereadores investigados.

A reportagem também que Osvaldo Gomes, nomeado como analista técnico em gestão e promoção de saúde em 1987, é o servidor do Estado suspeito de acessar o banco de dados do SUS. A reportagem entrou em contato com o irmão de Osvaldo, Moacyr Gomes, que informou não ter o nome do advogado do suspeito.

As defesas dos vereadores informaram que os políticos são inocentes e não têm relação com a fraude. 

Saiba mais: Vereadores são presos em fraude na fila do SUS em SC 

 
 
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