Justiça mantém julgamento do crime contra Ricardinho em Palhoça  - Polícia - Hora

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GUARDA DO EMBAÚ17/11/2016 | 14h35Atualizada em 17/11/2016 | 14h36

Justiça mantém julgamento do crime contra Ricardinho em Palhoça 

Defesa argumentava que o crime causou grande comoção social na Grande Florianópolis e estava preocupada com a segurança 

Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

O Tribunal de Justiça de SC negou nesta quinta-feira (17) o pedido de desaforamento apresentado pela defesa do ex-PM Luís Paulo Mota Brentano, acusado pelo assassinato do surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho. O réu buscava transferir o julgamento, marcado para a comarca de Palhoça, para uma cidade distante do litoral catarinense.

A defesa argumentava que o crime causou grande comoção social na Grande Florianópolis, além de questões ligadas à segurança da sessão do júri, não só do ex-soldado, mas também dos seus defensores. O julgamento segue marcado para o dia 15 de dezembro, às 9h, no Fórum de Palhoça.

— Entendo a preocupação externada pela defesa, assim como sua dificuldade em lidar com a repercussão que o caso registrou, porém tal situação faz parte da regra do jogo e atende ao princípio constitucional de que os casos de crimes dolosos contra a vida serão apreciados e julgados pelas pessoas da própria comunidade — anotou o desembargador Rodrigo Collaço, relator da matéria. O voto dele foi seguido pelos demais integrantes da 4ª Câmara Criminal do TJSC.

— A repercussão deste caso transcendeu Palhoça e alcançou o mundo. O desaforamento nos dias atuais é bem distinto de antigamente; temos TV, internet, mídias sociais, todos sabem de tudo! Não haveria diferença em realizar este júri em outra comarca do Estado — argumentou o desembargador Jorge Henrique Schaefer Martins, presidente do órgão julgador. A mãe do surfista acompanhou a sessão e saiu satisfeita com o resultado.

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Surfista foi atingido por três tiros

O surfista profissional Ricardo dos Santos, 24 anos, conhecido como Ricardinho, foi baleado na manhã da segunda-feira, 19 de janeiro de 2015, na praia da Guarda do Embaú, por volta de 8h50min. Segundo informações dos bombeiros, ele foi atingido por três tiros e encaminhado pelo helicóptero Arcanjo para o Hospital Regional de São José. Dois suspeitos foram detidos por volta das 11h  — um deles era o ex-policial militar Mota, passava férias no litoral.

O ex-soldado diz que agiu em legítima defesa. Ele sustenta que o surfista e outro homem teriam partido para cima dele com um facão em punho numa discussão por causa do lugar em que estava parado com o carro, na Guarda do Embaú. O outro suspeito detido na época e depois liberado foi o irmão de Mota, um adolescente.

A Polícia Militar (PM) expulsou Mota por conta do crime, mas mesmo assim ele continua detido no 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville, onde trabalhava morava. A Justiça entendeu que se ele for levado para uma unidade prisional, por ser um ex-policial, o rapaz pode sofrer represálias.

 
 
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