Policiais que agrediram família são indiciados por tortura, abuso de autoridade e disparo de arma de fogo - Polícia - Hora

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EM BIGUAÇU24/11/2016 | 20h40Atualizada em 24/11/2016 | 20h42

Policiais que agrediram família são indiciados por tortura, abuso de autoridade e disparo de arma de fogo

O promotor Laudares Capella Filho, da 3° Promotoria de Justiça, terá cinco dias para oferecer ou não denúncia contra os acusados

Os policiais civis Isaías de Oliveira da Silva e Fábio Carminatti da Silva, acusados de invadir um terreno e agredirem membros de uma família que mora em Biguaçu, foram indiciados por tortura, abuso de autoridade e disparo de arma de fogo. 

O delegado Alan José Amorim, responsável pelo caso, encaminhou a peça ao Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC), que através do promotor Laudares Capella Filho, da 3° Promotoria de Justiça, terá cinco dias para oferecer ou não denúncia contra os acusados.

A reportagem conversou com o delegado regional de São José, Fabiano Rocha, que confirmou o indiciamento. Ele lembrou que apesar de Fábio não estar preso efetivamente, e sim internado em uma clínica, supostamente incapaz de assinar o mandado de prisão, juridicamente é como se ele estivesse preso, já que o mandado judicial foi expedido contra ele.

O promotor Laudares terá cinco dias para oferecer ou não denúncia porque Isaías está preso preventivamente por abuso de autoridade no Complexo Prisional da Agronômica. Ele se apresentou à Justiça em 16 de novembro. 

Outro acusado, o policial Fábio Carminatti da Silva, que tentou suicídio na semana retrasada ao tomar mais de 30 comprimidos, segundo seu advogado, Handerson Laertes Martins, segue internado no Centro de Psiquiatria e Dependência Química de São José. 

Devido à internação, ele não assinou o mandado de prisão. A reportagem entrou em contato com a direção do instituto psiquiátrico, para saber qual o transtorno ou problema que acomete Fábio, mas a instituição não retornou às ligações.

O advogado Handerson afirmou que não foi oficiado do indiciamento de seus clientes, e que não falará sobre o assunto enquanto não se inteirar do teor completo do inquérito. 

 

 
 
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