Três crianças catarinenses são encontradas mortas em Porto Rico - Polícia - Hora

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Tragédia02/11/2016 | 18h12Atualizada em 03/11/2016 | 09h39

Três crianças catarinenses são encontradas mortas em Porto Rico

Polícia local suspeita que o pai, de 50 anos, se enforcou nos fundos de casa após asfixiar os filhos de cinco, sete e nove ano


Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Três crianças nascidas em Criciúma, no sul de Santa Catarina, foram mortas por sufocamento em Ponce, a terceira maior cidade de Porto Rico, no Caribe, na manhã desta quarta-feira. Segundo os principais jornais locais, a polícia acredita que as crianças de cinco, sete e nove anos foram asfixiadas pelo pai, Erik R. Seguinot Ramírez, 50, nascido nos EUA, que se enforcou em seguida. A mãe das crianças, Marlene Martins da Rocha, 33, é brasileira e estava em Los Angeles a trabalho.

O casal estava junto havia 10 anos. Eles foram para Porto Rico há três anos, depois que o pai de Ramírez faleceu e ele assumiu os negócios da família. Segundo uma das tias das crianças, Marli Martins da Rocha, que falou com a reportagem do DC por telefone, o casal passava por problemas pessoais, mas o homem era um pai amoroso e dedicado às crianças.

— Eles eram superapegados ao pai. Ele era extremamente carinhoso com as crianças e muito educado. Eu até comentava: estas crianças nunca levaram um tapa dele, eram muito apaixonadas pelo pai. Minha irmã me ligou duas vezes. Da primeira, contou que uma vizinha tinha entrado em contato com ela contando da morte de Ramírez. Da segunda, desesperada, falando, também, da morte do filhos, que ela soube pela imprensa — comentou a tia.

De acordo com o portal local Primera Hora, a mãe das crianças havia feito duas queixas neste ano contra Ramírez por violência doméstica. Apesar disso, ele não estava impedido de ver as crianças. No momento da morte, os filhos de Marlene estavam com a avó paterna, que não teria visto o acontecido. Ela chamou a polícia apenas pela manhã. O clima na cidade de cerca de 160 mil habitantes é de choque com a notícia. 

— Ultimamente temos visto cenas difíceis, mas quando vemos cenas com crianças, nossa, ninguém está preparado para isso — afirmou o superintendente da polícia local ao Primeira Hora, José L. Caldero.

Marli lembra que Marlene era reservada em relação à família e ao marido, e que sabia das brigas entre o casal, mas sem muitos detalhes. No fim da tarde, horário em que a mãe das crianças deveria chegar a Porto Rico, Marli aguardava uma nova ligação para saber se iria ao encontro da irmã.

Segundo o site G1, o Consulado Geral do Brasil em Miami, que atende Porto Rico, informou que está em contato com a família.

Foto: Reprodução / Portal Primeira Hora


 
 
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