Bailes funks e festas eletrônicas explicam quantidade de drogas apreendidas em morro da Capital - Polícia - Hora

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Tráfico de drogas27/01/2017 | 15h41Atualizada em 27/01/2017 | 15h41

Bailes funks e festas eletrônicas explicam quantidade de drogas apreendidas em morro da Capital

Número de micropontos que seriam de LSD chamou a atenção das polícias Civil e Militar

A grande apreensão de drogas sintéticas na tarde desta quinta-feira no Morro do Mocotó, na região central de Florianópolis, se explica pela grande demanda de festas eletrônicas e bailes funks promovidos na cidade. Antes vindos de fora do país, os produtos passaram a ser produzidos até mesmo em Santa Catarina e se diferenciam na sua essência dos tradicionais LSD e ecstasy.

No Motocó, a Polícia Militar (PM) apreendeu 967.500 micropontos considerados de LSD até análise do Instituto Geral de Perícias (IGP) para comprovação do material. O valor dos produtos é estimado em R$ 24 milhões, se fossem comercializados.

Segundo o delegado responsável pela Delegacia de Combate às Drogas da Capital, Attilio Guaspari Filho, o primeiro motivo para a existência de grandes quantidades de drogas sintéticas na região do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, é o número de festas eletrônicas no Litoral.

No Mocotó, especificamente, Guaspari diz que os bailes funks ocorridos ao fins de semana na comunidade contribuem. Ele ressalta o fato de a grande procura contribuir para a proliferação do tráfico:

— O baile funk é utilizado para a venda de drogas. A droga sintética é para se usar à noite, não é como maconha. Enquanto houver consumo, não acaba o tráfico.

O comandante do 4º Batalhão da PM em Florianópolis, tenente-coronel Marcelo Pontes, ressalta a comercialização nos bailes funks e relata que as apreensões de produtos sintéticos ilegais no Maciço têm sido constantes. O local específico onde ocorreu a apreensão dos materiais, explica Pontes, já era mapeado pela polícia como um ponto de venda de drogas.

— Recebemos a informação de que havia droga escondida lá. Encontramos uma peteca de maconha e percebemos que poderia haver mais coisas. Depois localizamos coisas enterradas e atrás do muro — esclarece o tenente-coronel.

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