Dois homens são assassinados na tarde deste domingo na Cachoeira do Bom Jesus - Polícia - Hora

Norte de Florianópolis15/01/2017 | 22h08Atualizada em 16/01/2017 | 09h16

Dois homens são assassinados na tarde deste domingo na Cachoeira do Bom Jesus

Mortes têm relação com a disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas no norte da Ilha, afirma Polícia Civil

diario catarinense e Hora de Santa Catarina

redacao@horasc.com.br

A briga entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas no Norte da Ilha fez mais duas vítimas na tarde deste domingo. Leonardo Morche Garcia, 45 anos, e Marcos Antônio da Silva Junior, 26 anos, foram mortos com tiros de pistola 9mm na Rua Leonel Pereira, na Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis. Até o momento, ninguém foi preso pelo duplo homicídio.

De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital, quatro homens armados saíram do meio do matagal e dispararam diversos tiros contra as vítimas. No carro, um Fiat Siena, também estava Cleiton Natalino da Silva, 23 anos, que não foi atingido pelos disparos,foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Canasvieiras para avaliação médica. 

Mais tarde, no bairro Ratones, o Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar um incêndio em um veículo suspeito de ter sido usado para a fuga dos criminosos. A Polícia Militar (PM) também foi ao local pois, de acordo com o Copom, havia a suspeita de um corpo dentro do carro. Após investigação, nada foi encontrado dentro do veículo. O fogo foi controlado e o veículo encaminhado ao patio da PM. 

Mortes têm relação com controle de tráfico na região do Siri

A morte de Leonardo, que não tinha passagem pela polícia, e Marcos, com antecedentes por tráfico de drogas, ocorreu menos de um dia depois de outro homicídio na região do Siri, comunidade do bairro de Ingleses que sofre com disputas entre traficantes pelo domínio na venda de drogas na região.

Para o delegado Ênio Mattos que investiga o caso, é certo que o homicídio de Cleiton e Marcos está relacionado ao assassinato de Fábio Menezes, 27 anos, ocorrido durante a madrugada de domingo na comunidade do Siri. Conforme Ênio, Marcos e Cleiton, o sobrevivente, moravam no Siri e tinham relação com o tráfico de drogas. Ambos eram familiares de Fábio. 

— O Marcos e o Cleiton são irmãos, e tinham parentesco com o Fábio — revela Ênio.

A família das vítimas teria sido expulsa da comunidade neste domingo, pouco depois do assassinato de Fábio após uma troca de tiros durante a madrugada. Cleiton e Marcos, quando foram atacados à tarde, estariam de mudança do Siri, e haviam pegado uma carona para deixar a região com Leonardo.

— A família do Cleiton e do Marcos foi enxotada do Siri hoje (domingo) pela outra facção, que foi o Primeiro Comando da Capital (PCC). As vítimas dos homicídios eram do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e foram expulsas pelo PCC — afirma Ênio, que descarta a relação dos crimes com as disputas entre facções que vem causando mortes em diferentes penitenciárias do Norte e Nordeste do Brasil.

— Isso aí era briga local. Local e antiga — conclui o delegado.

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