"Eles estavam dando a volta na quadra", diz primo de gaúcha morta em Florianópolis  - Polícia - Hora

Insegurança02/01/2017 | 14h10Atualizada em 02/01/2017 | 15h17

"Eles estavam dando a volta na quadra", diz primo de gaúcha morta em Florianópolis 

Daniela Soares foi baleada na cabeça na noite de Réveillon, ao entrar em uma comunidade do norte da ilha

"Eles estavam dando a volta na quadra", diz primo de gaúcha morta em Florianópolis  Tadeu Vilani/Agencia RBS
Amigos e parentes se despediram de Daniela na manhã desta segunda-feira, em São Leopoldo Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Ainda tentando encontrar uma explicação para o ocorrido na madrugada anterior, o primo de Daniela Soares, gaúcha de 38 anos que foi morta em Florianópolis após o Réveillon, chegou a Porto Alegre na manhã desta segunda-feira para acompanhar o enterro da vítima. Morando com a família em Santa Catarina há quatro anos, o parente, que preferiu não ser identificado, era o proprietário da casa onde Daniela passou as últimas horas de sua vida:

— Estávamos todos felizes, a família reunida. A Dani e o marido haviam passado o dia na praia, no Costão do Santinho. Chegaram na minha casa por volta das 19h. Passamos uma noite muito animada. Jantamos, conversamos, reunimos toda a família. Não tem como explicar, só dá para pensar que foi uma execução sem sentido.

Leia mais
PM cerca comunidade após morte de turista gaúcha
Secretário de Segurança de SC classifica morte de turista como "fatalidade"
Turista gaúcha é morta em Florianópolis

De acordo com o primo, o casal havia deixado a casa, que fica no norte da Ilha, por volta das 1h30min da manhã em uma caminhonete. Como a rua era muito estreita, tiveram que dar a volta na quadra para seguir viagem. Foi então que uma bala atingiu Daniela.

— Eles saíram de casa e tinham colocado o endereço no GPS, porque é uma região que eles não conhecem bem. Mas como não dava para manobrar o carro na rua, tiveram que dar a volta na quadra, e foi então que ocorreu o crime. Não dá pra entender, porque as ruas estavam com movimento, com várias famílias comemorando o Réveillon — relembra o primo.

O parente da vítima comentou, ainda, que é corriqueiro ouvir barulhos de tiros e de brigas pela disputa do tráfico na região onde o casal passou com o carro, mas que naquela noite o clima era de celebração em toda a região.

No veículo, estavam ainda o marido de Daniela, Felipe Augusto Soares, os pais e o sobrinho dela, de sete anos. Eles retornavam à casa dos pais da gaúcha, que se mudaram para Santa Catarina há quatro dias. 

Em entrevista ao Jornal do Almoço desta segunda-feira, Felipe contou que a família foi morar em Florianópolis com o objetivo de fugir da violência no Rio Grande do Sul:  

– Toda família se mudou para lá, a irmã dela, sobrinho, a nossa afilhada, pai e mãe dela para fugir dessa violência que assola o nosso estado, considerando que Santa Catarina tem uma das capitais com o menor índice de criminalidade. Quatro dias depois, minha esposa voltou dentro de um caixão.

Após o disparo, a família foi auxiliada por uma moradora da região, que os indicou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, mas Daniela já chegou ao local sem vida.

Emoção e homenagens na despedida

Durante toda a manhã, dezenas de parentes, amigos e alunos de Daniela, que era professora de yoga, foram ao Cemitério Ecumênico Cristo Rei, em São Leopoldo, para prestar as últimas homenagens à gaúcha. Emocionados e ainda surpresos como ocorrido, muitos se mostravam inconformados com a morte repentina da gaúcha:

— A Dani e o Felipe (marido) planejavam ter filhos, haviam construído um estúdio de yoga que estava dando super certo. Já tinham planos também de mudar o estúdio para um lugar maior. Eles estavam em um ótimo momento de vida, não dá pra acreditar — comentou o amigo Manolo Machado.

Minutos antes do enterro, que ocorreu às 11h, um amigo do casal, que já havia feito a cerimônia de casamento de Daniela e Felipe, pronunciou algumas palavras sobre a vítima e pediu para que todos os presentes repetissem "Djhay Dani", expressão da cultura védica que significa "tudo que há de bom".

Natural de Porto Alegre, Daniela morava atualmente com o marido em Sapucaia do Sul, na região Metropolitana da Capital gaúcha.

* Zero Hora

 
 

Siga Hora no Twitter

  • horasc

    horasc

    Hora de SCMart'nália canta sucessos dos 30 anos de carreira em show em Florianópolis https://t.co/5HwkmRkV9R https://t.co/SdQq8lvdF6há 5 horas Retweet
  • horasc

    horasc

    Hora de SCLaine Valgas: vamos ver se agora a medicação vai ser entregue https://t.co/ExfcLd88Phhá 6 horas Retweet

Veja também

Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros