Moradores de bairros do norte da Ilha têm medo de falar sobre onda de violência  - Polícia - Hora

Lei do Silêncio26/01/2017 | 19h01Atualizada em 26/01/2017 | 19h01

Moradores de bairros do norte da Ilha têm medo de falar sobre onda de violência 

Oito dos 18 homicídios ocorridos em Florianópolis neste ano foram registrados na região

Moradores de bairros do norte da Ilha têm medo de falar sobre onda de violência  Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Andar pelos bairros do norte da Ilha, em Florianópolis, é se deparar com a desconfiança e o silêncio de quem mora na região. Poucos falam sobre a onda de violência que assola localidades de Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus e Vargem do Bom Jesus. Temem pela vida, justificam os moradores. Já quem resolve contar um pouco da rotina de medo que se instalou por entre algumas das praias mais visitadas da cidade prefere não se identificar. O anonimato pode ser a diferença entre estar vivo ou morto, alegam.

Ao chegar na comunidade do Siri, onde uma disputa de facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas provocou ao menos três mortes em apenas um dia — uma no Siri e outras duas na Cachoeira do Bom Jesus, quando as vítimas deixavam a comunidade que fica em meio às dunas dos Ingleses — em 15 de janeiro, pontos comerciais fechados e para alugar dão o tom do clima na região.

Em uma esquina na entrada da comunidade, fecharam nos últimos dias um minimercado e um salão de beleza. Os antigos locatários foram embora por medo. Dono das salas, Eduardo Faco, que mora em Chapecó, sabe que encontrará dificuldades em achar novos inquilinos. Seus dois telefones estão na porta dos estabelecimentos para possíveis interessados.

— As antigas inquilinas saíram por medo. Parece que o pessoal do mercadinho saiu também. Com certeza vou encontrar dificuldades para alugar ali de novo, mas vou tentar — torce Eduardo.

Na Rua Leonel Pereira, que atravessa a Cachoeira do Bom Jesus, onde no dia 15 de janeiro dois homens foram assassinados em uma tocaia quando fugiam do Siri, quem trabalha no comércio se diz apavorado com a onda de violência. O aumento nas rondas da Polícia Militar (PM) traz a sensação de segurança, mas uma mulher que prefere não se identificar não acredita que o policiamento ostensivo vá continuar por muito tempo.

— Aqui a gente evita de ficar na rua depois das 22h — diz a mulher.

Na Vargem do Bom Jesus, em frente ao supermercado onde na tarde de terça-feira um homem foi esfaqueado, a reportagem abordou duas pessoas: o primeiro não quis conversa. A segunda disse que além das três mortes no bairro, casas têm sido incendiadas na região.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil fez uma operação no norte da Ilha.

 
 
 

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