PMs ficam mais de 20 dias sem receber diária de alimentação na Operação Veraneio - Polícia - Hora

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Imprevistos no litoral18/01/2017 | 17h42Atualizada em 18/01/2017 | 19h19

PMs ficam mais de 20 dias sem receber diária de alimentação na Operação Veraneio

Estado afirma que problema será resolvido ainda nesta quarta-feira

PMs ficam mais de 20 dias sem receber diária de alimentação na Operação Veraneio Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Em razão de um suposto problema burocrático de liberação no sistema eletrônico do governo do Estado, policiais militares que atuam na Operação Veraneio em Florianópolis estão sem receber as diárias de alimentação desde o fim do ano passado.

Os relatos são de que os pagamentos foram suspensos no início do recesso dos servidores, em 22 de dezembro. Conforme a reportagem apurou, o atraso atinge os policiais de batalhões locais da Capital, que seriam a maioria do efetivo empregado para o reforço na segurança na temporada de verão nas praias.

Esses PMs locais devem receber a chamada etapa alimentação, cujo valor chega a R$ 54 por dia, entre café, almoço e janta.

— A imensa maioria do efetivo empregado na região, 70%, não está recebendo a etapa alimentação. No dia 22 completará um mês, imagina a situação, pois havia a expectativa que iriam receber esse dinheiro — lamenta o presidente da Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc), Edson Garcia Fortuna.

O representante da Aprasc disse que o governo do Estado informou que o motivo não é a dificuldade financeira, e sim a liberação dos pagamentos no seu novo sistema eletrônico.

Nesta quarta à tarde, Fortuna afirmou que a situação ainda permanecia a mesma, ou seja, policiais seguiam sem ter o dinheiro depositado na conta. Ele afirmou ainda que foi divulgada uma nota interna do comando da Polícia Militar informando que a situação seria regularizada ainda na terça-feira.

"Insegurança no norte da Ilha"

A demora nos pagamentos da alimentação de policiais militares também foi constatada no norte da Ilha de Santa Catarina, região da Capital que sofre com a onda de violência neste começo de ano. O deputado estadual João Amin (PP) enviou um ofício ao secretário da Segurança Pública, César Grubba, em que pede esclarecimentos sobre os atrasos, a previsão de regularização e o montante de recursos financeiros destinados para a Operação Veraneio. O parlamentar pretende saber também se o impasse atinge todo o Estado.

— Recebi relatos dos policiais no norte da Ilha, justamente um dos locais mais graves que estão sendo noticiados em relação à violência. Imagina o policial sem receber, sem dúvida é um desafio. Isso assusta e preocupa — alerta o deputado.

O que disse o governo do Estado:

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do governo do Estado afirmou que até 27 de dezembro os valores foram pagos e hoje (quarta-feira) a informação é que seriam pagos os valores retroativos de janeiro.

"As questões de atrasos na liberação de dinheiro estão relacionadas às questões burocráticas do Estado com a virada do ano", afirmou a assessoria.

Segundo o governo, a situação atingiu os policiais militares que se formaram em dezembro e permaneceram em Florianópolis. Esses PMs, conforme a assessoria, não recebem diárias poque estão sediados na Capital e recebem o que se chama dentro da PM de etapa alimentação. No caso das diárias, o governo informou que foram pagos até agora R$ 1,7 milhão. A assessoria destacou que não houve problema algum na Operação Veraneio por causa dos atrasos.

 

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