Suspeito de triplo homicídio em Cunha Porã tinha BO por ameaça e medidas protetivas decretadas - Polícia - Hora

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Feminicídio28/02/2017 | 19h30Atualizada em 01/03/2017 | 11h05

Suspeito de triplo homicídio em Cunha Porã tinha BO por ameaça e medidas protetivas decretadas

Jackson Lahr, de 24 anos, estava inconformado com fim de relacionamento, pedido de pensão e impedimento de visitar o filho

Suspeito de triplo homicídio em Cunha Porã tinha BO por ameaça e medidas protetivas decretadas Ederson Abi/Divulgação
Foto: Ederson Abi / Divulgação
darci debona

O delegado da Polícia Civil Joel Speccht confirmou que havia um boletim de ocorrência por ameaça contra Jackson Lahr, de 24 anos. O registro havia sido feito por Rafaela Horbach, 15 anos, uma das vítimas do triplo homicídio ocorrido na cidade de Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina, na noite de segunda-feira. Lahr foi preso em flagrante após o crime. Ele tem um filho de dois meses com Rafaela, com quem disputava judicialmente o pagamento de pensão e o direito de ver a criança.

De acordo com o delegado responsável pela investigação , também foram adotadas medidas protetivas para a vítima, impedindo a aproximação do suspeito. Speccht não soube afirmar, no entanto, se a medida ainda estava em vigor. 

Apesar de Lahr ter afirmado que não lembra do assassinato das três irmãs , o delegado afirmou que está certo da autoria. O suspeito confirmou apenas as agressões com faca a Gilvane Meyer, 25 anos, marido da irmã mais velha de Rafaela. Meyer está internado no Hospital Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. A prisão em flagrante do suspeito foi baseada em três feminicídios, além da tentativa de homicídio contra Meyer.

– Não há dúvida de que foi ele – declarou Speccht.

Com o enquadramento do caso em feminicídio, a pena de Lahr pode chegar a 30 anos para cada uma das mortes, caso ele seja condenado. A sentença pode ainda ser agravada pelo fato de ele ter convivência com Rafaela e com o filho, além de ter sido próximo das irmãs dela, também mortas. Segundo o delegado, a dificuldade de defesa das vítimas também foi usada como um motivo para a prisão de Lahr.

Como teria acontecido o crime

Lahr chegou à casa onde estavam as três irmãs e Gilvane Meyer, além do bebê de dois meses. Com exceção da criança, ele começou a agredir todos com golpes de faca. Meyer salvou-se ao se fingir de morto e ir buscar socorro no vizinho.

De acordo com o delegado, depois do crime, Lahr foi até a propriedade onde mora, no interior de Cunhataí, trocou de roupa e pediu para um familiar levá-lo ao hospital, alegando que sofreu o ferimento em uma queda. Ele foi preso no hospital de São Carlos, três horas depois, por volta das 23h. O ferimento que estava sendo tratado tinha sido resultado da luta com Meyer.

Lahr foi levado para Maravilha, onde prestou depoimento, e encaminhado para a Cadeia Pública da cidade, por volta das 5h. Ele indicou uma advogada para defendê-lo, mas a profissional estava em viagem no litoral de SC. Por isso, o suspeito foi acompanhado por um defensor público. Speccht disse que, durante o depoimento, Lahr reclamou que estava sendo exigido um valor alto de pensão e que não estava sendo permitida sua visita ao filho.

– Fica claro a inconformidade dele com o término do relacionamento – afirmou o delegado.

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