Acusado de matar agente penitenciário é condenado por porte ilegal de pistola israelense - Polícia - Hora

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Justiça12/09/2017 | 18h45Atualizada em 12/09/2017 | 18h50

Acusado de matar agente penitenciário é condenado por porte ilegal de pistola israelense

Juiz que preferiu a sentença disse que o réu "tem intimidade com as armas"

 

Acusado de matar agente penitenciário é condenado por porte ilegal de pistola israelense
Foto: Divulgação / Pixabay

Dilermano de Melo César, 26 anos, denunciado e preso pela morte do agende penitenciário Misael Baruffi, em junho do ano passado em Florianópolis, foi condenado em outro processo por porte ilegal de arma de fogo. Conforme decisão divulgada nesta terça-feira (12) pelo Tribunal de Justiça, a 2ª Câmara Criminal confirmou a condenação do acusado, flagrado em dezembro de 2015 com uma pistola 9 milímetros de fabricação israelense de R$ 6 mil e uso restrito das forças de segurança. Ele havia sido preso durante operação policial realizada na Vila União, na Vargem do Bom Jesus, no norte da Ilha. 

Conforme a acusação, policiais militares realizavam uma campana na região quando depararam com o réu. Assustado, ele fugiu em direção a uma casa. Mas no trajeto tropeçou no meio-fio e deixou a arma cair no chão, quase nos pés dos PMs. Na casa, foram encontradas 20 munições intactas.

A sentença proferida na comarca da Capital aplicou pena de três anos de reclusão, em regime semiaberto, substituída por duas medidas restritivas de direito consistentes em prestação pecuniária e de serviços comunitários, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Dilermando garantiu que a pistola não pertencia a ele, questionou o flagrante e ainda insinuou que a quantia em dinheiro que possuía na casa da sua mãe - para onde se dirigia no momento da prisão - sumiu após a operação policial.

O desembargador Sérgio Rizelo, relator da matéria, rejeitou os argumentos da defesa. "O réu tem intimidade com armas", comentou, ao lembrar outra condenação havida pelo mesmo tipo de crime, também na Capital, que ainda aguarda julgamento de recurso. Além disso, acrescentou, Dilermando também responde a outros dois processos judiciais - um pelo envolvimento no assassinato do agente prisional, e outro por um assalto em Jurerê Internacional. A decisão foi unânime.

Relembre o crime contra o agente prisional

Misael trabalhava no Presídio de Florianópolis, na Agronômica. Segundo a denúncia, o agente foi morto após se envolver em um acidente de trânsito causado por quatro homens que estavam em um Palio, armados e que pretendiam assaltar uma mercearia.

Foi às 7h30min na Rua Marinho, nos Ingleses. Depois da colisão, os ocupantes do Palio tentaram fugir, ocasião em que o agente saiu em perseguição ao veículo. No momento em que ficou emparelhado, narra o MP, Misael apresentou-se como agente público, questionou a colisão e exigiu que parassem, em seguida fechando a passagem do veículo e obrigando-os a parar.

Ao sair do carro, os homens também desceram e dispararam 21 tiros contra o agente, fugindo com o veículo da vítima. Numa rua próxima, os atiradores abandonaram o carro de Misael e foram resgatados por outro veículo ainda não identificado.

 

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