Defesa do motorista de Camaro requer à Justiça 13 novas diligências antes das alegações finais - Polícia - Hora

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Atropelamento no Réveillon03/10/2017 | 16h36Atualizada em 03/10/2017 | 17h33

Defesa do motorista de Camaro requer à Justiça 13 novas diligências antes das alegações finais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por sua vez, não pedirá diligências complementares.

Defesa do motorista de Camaro requer à Justiça 13 novas diligências antes das alegações finais Leo Munhoz/Diário Catarinense
Bueno, de 29 anos, em audiência realizada no Fórum Central de Florianópolis em 22 de setembro Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

Após a última audiência em primeira instância, a defesa de Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, motorista do Camaro acusado de atropelar três pessoas, matar uma e ferir gravemente outras duas na madrugada de Réveillon, em Ingleses, em Florianópolis, requereu à Justiça a realização de 13 novas diligências, entre elas outra reconstituição dos fatos – de dia e à noite -, exame de sangue e toxicológico em uma das vítimas e até a utilização de figurantes para tentar comprovar a tese de que Bueno não foi responsável pelo triplo atropelamento. O pedido da defesa, por parte do advogado Ademir Campana, faz parte do requerimento de diligências finais proposto pelas partes. A Justiça, agora, decidirá se aceita ou não o pleito de Campana.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por sua vez, não pedirá diligências complementares. Caso a Justiça aceite o pedido da defesa de Bueno, a tramitação do processo em 1ª instância vai atrasar, já que dependeria da marcação de novas perícias e ainda a confecção dos respectivos laudos – que podem levar meses. 

No resumo dos pedidos do advogado Campana, ao qual se soma um laudo pericial feito por perito particular que estipula em 45km/h a velocidade do Camaro no momento do choque – enquanto o Instituto Geral de Perícias (IGP) assinala 88 km/h -, a defesa reitera a posição de que o culpado pelo atropelamento foi o motorista de um Audi e divide essa alegada culpa com uma das vítimas, Gean Mattos, 22 anos, proprietário de uma Hilux que estaria mal estacionado, segundo Campana. 

— A Hilux é onde estavam encostadas as vítimas, mas ela estava mal estacionada, por isso há uma responsabilidade indireta do proprietário no acidente — avalia Campana. 

Sobre Gean, a defesa também pede ao hospital que o atendeu que forneça os exames de sangue e toxicológico feitos na ocasião do atropelamento. No pedido de nova reconstituição, Campana requer, além de uma nova encenação de dia, “requer a simulação noturna com o pisca desligado e com o pisca ligado (com veiculo similar com pisca lateral) utilizando-se as mesmas câmeras de segurança onde foram analisado as imagens que estes se basearam para suas conclusões”.

Bueno, 29 anos, foi denunciado por homicídio doloso triplamente qualificado – com as agravantes de motivo fútil, perigo comum e meio que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima -, três tentativas de homicídio – com as mesmas três qualificadoras – e crime de omissão por fugir do local do crime sem prestar socorro às vítimas. Ele permaneceu foragido e com mandado de prisão em aberto por quase quatro meses, mas ao se reapresentar ganhou o direito de aguardar o julgamento em liberdade. 

O acidente 

Bueno atropelou Cristiane Flores, 31 anos, que morreu no local, o esposo dela, Nilandres Lodi, 36 anos, que teve as duas pernas amputadas, e Gean Mattos, 22 anos. O motorista conduzia um Camaro com placas de Sapiranga. Por volta das 3h, o carro invadiu a calçada em frente à loja RMS Auto Som, na rodovia Armando Cali Bulos. Nilandres era proprietário do estabelecimento e retornava com a esposa para a casa da família, que fica nos fundos do local. Lá, familiares e os filhos, uma menina de 13 anos e um menino de 5, os aguardavam.

Antes de atingir as três pessoas, o Camaro bateu em um Audi – que era conduzido por Robson de Jesus Cordeiro e está em nome de Valdir Luiz Vieira - e numa Hilux. Nilandre e Cristiane eram de Passo Fundo (RS) e estavam juntos há 8 anos, três deles morando em Florianópolis. Bueno fugiu do local do acidente. 

Tratamento para as próteses vai começar

Nilandres, que voltou com os filhos para Passo Fundo (RS) após o acidente, vai retornar a Florianópolis para começar o tratamento de colocação das próteses. O dinheiro para o processo, quase R$ 50 mil, veio através de uma vaquinha entre amigos.

— Eu estou sobrevivendo hoje graças a ajuda dos parentes e de amigos.

Inclusive neste sábado será realizado um evento beneficente no norte da Ilha promovido por motoclubes de diversos locais do Brasil. Além de ter as pernas amputadas, Nilandres perdeu parte do movimento dos braços e terá de fazer uma cirurgia para corrigir a visão de um olho. 



 

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