Jogo do bicho desarticulado na Grande Florianópolis movimentava R$ 13,5 milhões por ano - Polícia - Hora

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Grande Florianópolis14/12/2017 | 13h04Atualizada em 14/12/2017 | 16h32

Jogo do bicho desarticulado na Grande Florianópolis movimentava R$ 13,5 milhões por ano

Empresários e um agente público estão entre os investigados

Jogo do bicho desarticulado na Grande Florianópolis movimentava R$ 13,5 milhões por ano Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Parte do dinheiro ilícito apreendida pela Polícia Civil Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

A operação deflagrada na quarta-feira (13) contra um grande esquema do jogo do bicho na Grande Florianópolis é resultado de quase um ano de investigação e ainda terá desdobramentos nos próximos dias. Por enquanto, ninguém foi preso. Mas pelo menos 11 pessoas (empresários e um agente político) e quatro empresas comerciais tiveram as contas bancárias e os planos previdenciários bloqueados, além de bens sequestrados. Oito pessoas foram conduzidas coercitivamente para prestar depoimento. 

Ao final do inquérito, a polícia espera indiciar os responsáveis por lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração do jogo de azar. "Caixa dois" para financiamento de campanha e corrupção também são crimes que estão sendo apurados. 

De acordo com o delegado Rodrigo Schneider, da Divisão de Lavagem de Dinheiro da  Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o esquema desarticulado na Operação Zoológico (nome escolhido em alusão ao 25 animais relacionados ao jogo), movimentava pelo menos R$ 13,5 milhões. Esse é o valor total convertido em reais, uma vez que uma pequena parte da movimentação ocorria em dólar e em euro. 

A principal banca do esquema chamada de Ponto de Ouro era responsável por 2 mil pontos de aposta espalhados em Florianópolis, São José e Palhoça. Os quatro estabelecimentos comerciais ligados ao esquema terão um novo administrador nomeado judicialmente. Segundo Schneider, os estabelecimentos só não foram fechados porque prejudicaria as famílias dos funcionários contratados para o comércio lícito que ocorria paralelamente ao jogo do bicho. 

— Na minha experiência (como delegado), esses foram os locais mais luxuosos que já investiguei. 

Além de apreender R$ 209,7 mil em dinheiro, a polícia pediu o sequestro de 31 veículos de luxo, entre eles, Jipe Cherokee, Volvo e BMW — o que significa que os proprietários não terão poder de vendê-los ou disponibilizá-los para qualquer tipo de negociação. 

— A lavagem de dinheiro provoca distorções na economia. Os estabelecimentos comerciais alimentados com dinheiro ilícito tem vantagem sobre os outros. Há uma organização por trás, não é algo só no ponto. A gente ainda não tem notícia de violência de forma explicita aqui no Estado como ocorre no RJ. Mas é mais um fator relacionado ao  jogo do bicho que a gente se preocupa, além do possível envolvimento de agentes públicos — destacou o delegado. 

Os nomes dos suspeitos e das empresas envolvidas não foram divulgados pela polícia. A previsão da Deic é que o inquérito seja concluído até janeiro do ano que vem. 

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