Homem que lançou rojão na Praia das Cordas é indiciado por morte de criança - Polícia - Hora

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Em Governador Celso Ramos29/03/2018 | 20h17Atualizada em 29/03/2018 | 20h18

Homem que lançou rojão na Praia das Cordas é indiciado por morte de criança

O inquérito, concluído nesta quinta-feira, será agora encaminhado ao Ministério Público (MP), que decidirá se denuncia ou não o acusado. A conclusão é que o menino morreu afogado, mas o rojão contribuiu para tanto


Criança morre após explosão de foguete em praia na Grande Florianópolis
Murilo morava em Palhoça fazia seis meses, vindo do Rio Grande do Sul, quando morreu em um domingo de sol na praiaFoto: Reprodução / Facebook

A Polícia Civil, através do delegado Alan Amorim, indiciou o pedreiro Jean Fabrício Hang por homicídio com dolo eventual pela morte de Murilo Theisen dos Santos, de 7 anos, que morreu afogado após a explosão de um rojão dentro do mar na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, cidade da Grande Florianópolis, no dia 7 de janeiro deste ano. A criança, que tomava banho de mar com o pai, teve a morte apontada como afogamento dias após o ocorrido. 

No decorrer da investigação, porém, depoimentos de testemunhas e um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontaram que o rojão explodiu próximo ao menino e contribuiu para sua morte por afogamento. O inquérito, concluído nesta quinta-feira, será agora encaminhado ao Ministério Público (MP), que decidirá se denuncia ou não o acusado.

No documento, Amorim não solicita a prisão do acusado. No dia da morte da criança, Hang chegou a ser pela polícia, com ajuda de populares, e confirmou na delegacia que estava soltando rojões na praia, mas garantiu que distante das pessoas e para o alto. O suspeito foi liberado no mesmo dia, um domingo, porque a causa da morte naquele momento indicava afogamento, não causado diretamente pelo disparo do rojão, e a investigação estava em estágio preliminar. 

Após quase três meses, a avaliação do delegado Amorim é que a criança só submergiu desacordada – que contribuiu sobremaneira para o afogamento – por causa do foguete que explodiu nas proximidades de onde brincavam pai e filho.

— O laudo pericial tornou claro que o foguete contribuiu para a morte da criança, e isso deixou claro que foi um homicídio com dolo eventual. Não dá para dissociar a morte por afogamento da explosão do foguete. Por causa dela, a criança de alguma forma perdeu o equilíbrio e submergiu sem pegar o ar, já apagado, e veio a óbito — explica o delegado Amorim, que espera uma manifestação do MP em cerca de cinco dias após a entrega do inquérito, que ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 2 de abril. 

A reportagem entrou em contato com o pedreiro Jean Fabrício Hang, indiciado pela Polícia Civil, mas ele não quis conversar sobre o assunto. Também não soube dizer o nome completo de seu advogado, para que a reportagem tentasse conversar com a defesa. 

Na época, suspeito foi solto por "falta de materialidade"

 FOTO PARA ONLINE. Criança morre após explosão de foguete em praia na Grande Florianópolis. Foto na Praia das Cordas, local da morte do menino.
Local onde a criança morreuFoto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Na época da morte de Murilo, o delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, da Central de Polícia Regional de São José, conduziu Hang à delegacia como suspeito de causar a morte do menino, mas acabou soltando-o porque a criança não possuía lesões no corpo, situação que o delegado classificou como "falta de materialidade".

— Segundo o médico legista, o motivo não foi o rojão, não foi um trauma, foi sim afogamento por asfixia. Tinha água nas vias aéreas do menino — informou o investigador à época.

A família de Murilo é natural de Charqueadas (RS) e há seis meses havia se mudado para a Palhoça. Eles estavam aproveitando aquele domingo na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos.

Foguete
Foto: Polícia Civil / Divulgação


 

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