Operação Panorama desbarata 1º escalão de facção que domina tráfico no Monte Cristo - Polícia - Hora

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Conexão Floripa/RJ12/04/2018 | 18h35Atualizada em 12/04/2018 | 21h55

Operação Panorama desbarata 1º escalão de facção que domina tráfico no Monte Cristo

Conexão entre traficantes da Grande Florianópolis e do Rio era feita pelos Correios, via Sedex, com carregamentos mensais de oito a 10 quilos de maconha

Operação Panorama desbarata 1º escalão de facção que domina tráfico no Monte Cristo Divulgação/Polícia Civil/Polícia Civil
Parte do material apreendido na Operação Panorama Foto: Divulgação/Polícia Civil / Polícia Civil

Pelo correio, via Sedex. Essa é a conexão entre traficantes da Grande Florianópolis e criminosos do Rio de Janeiro que foi desbaratada pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta quinta-feira, na Operação Panorama, batizada com o nome do conjunto habitacional do bairro Monte Cristo, região continental da Capital, onde atuavam os principais líderes da facção catarinense que comanda o tráfico de drogas no local. O Panorama, ao lado da Chico Mendes, é conhecido pela dificuldade de acesso da polícia ao interior do condomínio, já que traficantes observam todos os passos no interior e redondezas da edificação. Treze homens foram presos e quatro adolescentes apreendidos. 

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, a maioria no Panorama, 18 mandados de prisão temporária e quatro de apreensão de adolescentes envolvidos com o crime organizado. A polícia apreendeu cerca de dois quilos de maconha, drogas sintéticas, balanças de precisão, aparelhos celulares – que podem levar a outros integrantes do bando - e munição de pistolas 9mm, entre outros objetos.

Deflagrada pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod) da Capital, a Operação Panorama cumpriu mandados em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e no Rio de Janeiro, com a mobilização de 106 policiais, inclusive da Polícia Civil fluminense. Os crimes atribuídos ao bando são tráfico de drogas, associação para o tráfico e associação criminosa. A maconha enviada pelos catarinenses vinha do Paraguai, via Mato Grosso do Sul.

A investigação começou em novembro do ano passado, quando um adolescente foi preso tentando enviar seis quilos de maconha pela agência dos Correios do bairro Nossa Senhora do Rosário, às margens da BR-101, em São José. A partir daí, a polícia mapeou a frequência do esquema, mensal, e o volume de drogas enviado ao Rio nas operações do tráfico, algo que o delegado Atílio Guaspari Filho, responsável pelo inquérito, não quis revelar. Fontes da Polícia Civil, porém, falam em remessas de oito a 10 quilos mensais.

— Essa droga era enviada para traficantes independentes do Rio de Janeiro, que não eram faccionados. Ela (droga) era trocada por dinheiro. Os traficantes do Rio atuavam em uma região específica daquela cidade, mas não vamos revelar para não atrapalhar as investigações. O que podemos dizer é que as principais lideranças do tráfico no Monte Cristo estão presas. O tráfico de drogas vai continuar no local, mas com o segundo escalão — diz o delegado Atílio, que não quis revelar como foi descoberta a conexão Floripa/Rio pelos correios, se não ele "contaria o pulo do gato".

Criminosos ofereciam drogas pelo telefone

A polícia investigou que os criminosos traficavam também cocaína e drogas sintéticas, além de envolvimento com armas. Os presos, que em fotos aparecem com fuzis 556 nas mãos, foram levados inicialmente para a Central de Plantão Policial, na Agronômica, e depois seriam encaminhados para o sistema prisional.  Pelo celular, os criminosos enviavam fotos dos carregamentos de maconha,  ecstasy , mdma e cocaína para comercializarem na Capital. Nas mensagens, eles diziam "se quiser, me procure no privado". 

Além das prisões temporárias, cinco homens foram presos em flagrante. O delegado Atílio, agora, terá 30 dias prorrogáveis por mais 30 para concluir o inquérito e manter os acusados presos. Até lá, espera o chefe da Decod, outras lideranças do tráfico podem ser presas, já que muitos aparelhos celulares foram apreendidos e neles podem haver mais provas e detalhes da atuação da quadrilha.

— Os aparelhos celulares são muito importantes para a investigação, é dali que sai a comunicação dos criminosos — resume Atílio.


 

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