IGP contesta laudo e mantém velocidade de motorista de Camaro em 88 km/h - Polícia - Hora

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Atropelamentos no Réveillon 15/05/2018 | 17h05Atualizada em 15/05/2018 | 17h19

IGP contesta laudo e mantém velocidade de motorista de Camaro em 88 km/h

Juntado aos autos nesta semana, o IGP contesta a versão da defesa, de que Bueno estaria a 45 km/h instantes antes do atropelamento, e diz que o laudo feito a pedido do réu apresenta erros de cálculo e de metodologia

IGP contesta laudo e mantém velocidade de motorista de Camaro em 88 km/h Reprodução/Facebook
Jeferson Rodrigo de Souza Bueno e o Camaro que até hoje está estacionado no pátio da 7º DP, em Canasvieiras Foto: Reprodução / Facebook

O Instituto Geral de Perícias (IGP) concluiu, em 4 de maio, o laudo pericial solicitado pela Justiça para tentar esclarecer as divergências de conclusões dos laudos apresentados pelo órgão – oficial - e pela defesa de Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, motorista de um Camaro acusado de atropelar três pessoas, matar uma e ferir gravemente outras duas na madrugada de Réveillon de 2017, em Ingleses. O IGP mantém a conclusão de que o Camaro de Bueno estava em velocidade estipulada de 88 km/h, acima do permitido naquele trecho da rodovia SC-403, no norte da Ilha, em Florianópolis, onde ocorreu o triplo atropelamento.

Juntado aos autos nesta semana, o IGP contesta a versão da defesa, de que Bueno estaria a 45 km/h instantes antes do atropelamento, e diz que o laudo feito a pedido do réu apresenta erros de cálculo e de metodologia. Após juntar o laudo ao processo, o juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Tribunal do Júri, abriu vistas para que as partes se manifestem em até cinco dias sobre o conteúdo do documento. O IGP também encaminhou à Justiça todas as mídias e fotos existentes nos laudos periciais.

Os pedidos da Justiça tinham sido endereçados ao órgão em 13 de outubro do ano passado, com prazo de 30 dias para as respostas, mas elas só chegaram ao gabinete de Volpato mais de sete meses depois. Nesse período, o réu, Bueno, que não chegou a ser preso no processo do atropelamento, já esteve atrás das grades em duas ocasiões no Rio Grande do Sul, onde mora e está desde que pagou fiança para não ficar preso em Santa Catarina. 

Entre os erros de métodos e matemática imputados pelo IGP à defesa de Bueno, a perícia oficial cita que valores de tempo decorrido estão baseados em erros de cálculo – em mais de uma situação -, premissas utilizadas são inválidas e utilização de distâncias percorridas que não correspondem aos tempos decorridos utilizados.  Com a entrega do laudo pelo IGP, a expectativa é de que em breve o processo encaminhe-se para as alegações finais e posterior sentença em primeiro grau. 

“Finalmente, ratificamos todas as constatações elencadas nos laudos periciais já emitidos, acerca da dinâmica do evento, velocidades médias dos veículos Audi e Camaro e aceleração desenvolvida pelo veículo Camaro, que foram produzidos com o devido rigor técnico-científico”. Conclui o IGP no laudo pericial de oito páginas.

Contraponto 

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL, 22-09-2017: Caso do motorista do camaro que atropelou três pessoas nos Ingleses. Na foto Jeferson Bueno, motorista acusado do atropelamento, saindo do Fórum.
Bueno, de 29 anos, em audiência realizada no Fórum Central de Florianópolis em 22 de setembro de 2017Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

A reportagem entrou em contato com o advogado Ademir Campana, que defende Jeferson Bueno, mas não o localizou na tarde desta terça-feira.

O caso

Bueno, 29 anos, foi denunciado por homicídio doloso triplamente qualificado – com as agravantes de motivo fútil, perigo comum e meio que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima -, três tentativas de homicídio – com as mesmas três qualificadoras – e crime de omissão por fugir do local do crime sem prestar socorro às vítimas. Ele permaneceu foragido e com mandado de prisão em aberto por quase quatro meses, mas ao se reapresentar ganhou o direito de aguardar o julgamento em liberdade. A última audiência do caso em primeira instância ocorreu em 22 de setembro de 2017. Agora, ao fim do prazo dado pela Justiça ao IGP, abre-se prazo para as alegações finais das partes e então a sentença em primeiro grau.

O acidente

Bueno atropelou Cristiane Flores, 31 anos, que morreu no local, o esposo dela, Nilandres Lodi, 36 anos, que teve as duas pernas amputadas, e Gean Mattos, 22 anos. O motorista conduzia um Camaro com placas de Sapiranga. Por volta das 3h, o carro invadiu a calçada em frente à loja RMS Auto Som, na rodovia Armando Cali Bulos. Nilandres era proprietário do estabelecimento e retornava com a esposa para a casa da família, que fica nos fundos do local. Lá, familiares e os filhos, uma menina de 13 anos e um menino de 5, os aguardavam.

Antes de atingir as três pessoas, o Camaro bateu em um Audi – que era conduzido por Robson de Jesus Cordeiro e está em nome de Valdir Luiz Vieira - e numa Hilux. Nilandre e Cristiane eram de Passo Fundo (RS) e estavam juntos há 8 anos, três deles morando em Florianópolis. Bueno fugiu do local do acidente. 





 

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