Base da PM no Largo da Catedral de Florianópolis será desativada em julho - Polícia - Hora

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Segurança14/06/2018 | 18h50Atualizada em 14/06/2018 | 18h50

Base da PM no Largo da Catedral de Florianópolis será desativada em julho

O trabalho da corporação na região central será intensificado com o policiamento ostensivo preventivo

Base da PM no Largo da Catedral de Florianópolis será desativada em julho Cristiano Estrela/Diário Catarinense
Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Agora é definitivo. A Polícia Militar de Santa Catarina (PM/SC) anunciou oficialmente que desativará a base policial que funciona no Largo da Catedral, em frente à Praça XV, no coração de Florianópolis. O fechamento completo do espaço, que funciona 24 horas, acontecerá no início de julho. Proprietária do prédio, a prefeitura ainda não sabe o que vai implantar no local. Enquanto isso, moradores reclamam do fechamento da base operacional na região, de grande circulação de pessoas durante a semana e praticamente deserta às tardes de sábado e aos domingos.

Para a atendente Graça Borges, 40 anos, o fim da base no Largo da Catedral "será muito ruim". Funcionária de uma banca de revistas nas proximidades, ela trabalha aos sábados e domingos e diz que a sensação de segurança diminuirá consideravelmente a partir de julho, já que a presença dos policiais era motivo de mais tranquilidade para quem ganha a vida ali pelo entorno de alguns dos principais cartões-postais da cidade, a Praça XV e a Catedral.

— Para a gente é muito ruim, porque eles estão aqui há bastante tempo, conhecemos os policiais, eles nos trazem uma sensação maior de segurança, principalmente nos fins de semana e à noite, quando o movimento diminui e os riscos aumentam — afirma Graça, que espera da prefeitura a instalação de outra base de segurança pública no local, dessa vez para abrigar os servidores da Guarda Municipal, pois "não podemos ficar sem nada no lugar".

A reportagem conversou com outros comerciantes, além de pedestres, que também não concordavam com o fechamento do posto da PM. A solução, entre essas pessoas, ia da reivindicação de que a Guarda Municipal assuma o espaço, passam pela criação de um posto de informações ao turista ou até um local que unisse segurança pública e atendimento ao cidadão, com construção de banheiros e maior infraestrutura ao povo que mora e visita o centro da Capital.

O fim da base, porém, não incomoda a todos. Conceição Soglia, 53, que se dirigia ao Ticen com a filha e a neta, considera a outra base policial do centro, no Largo da Alfândega, que a PM manterá em funcionamento, "mais importante" porque fica em um lugar mais ermo, escuro e "perigoso".

— Eu não acho que vá diminuir a segurança — resume Conceição.

Atendimento focado no Largo da Alfândega

O tenente-coronel Marcelo Pontes, comandante da 1ª Região da PM, que engloba os três batalhões de Florianópolis, explica que nas imediações a base operacional do Largo da Alfândega também funciona 24 horas por dia e "apresenta melhor posicionamento estratégico de policiamento na área Central, por estar mais próximo ao Ticen, Terminal Cidade de Florianópolis, Largo da Alfândega, Praça XV, Mercado Público, feiras e as principais vias de acesso da cidade".

— Funciona também como posto de Comando aos grandes eventos realizados na área central — destaca Pontes.

Agora, o trabalho da PM na região central será intensificado com o policiamento ostensivo preventivo, revela Pontes. Isso consiste em remanejar os policiais que atualmente trabalham naquele espaço para atuarem em viaturas da corporação que serão ativadas a fim de atender a parte leste da Praça XV (Centro Histórico), "bem como ampliará o raio de atuação e a mobilidade do policiamento".

Desde 2014, essa será a quarta base da PM que será desativada em Florianópolis. As outras foram a de Santo Antônio de Lisboa, no norte da Ilha, e dois postos na Vila Aparecida, região continental da Capital. No centro, a base da Catedral será a primeira a ser fechada desde 2015. Seguirão em funcionamento as bases PM da Agronômica, Largo da Alfândega e Terminal Rodoviário Rita Maria.

Prefeitura discute futuro do espaço com o Iphan

A prefeitura informou que está discutindo o destino do espaço e fará avaliação com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para analisar as opções e possibilidades de uso do espaço por algum ente municipal, já que o imóvel é um bem tombado.

Leia também:
Diogo Vargas:  O futuro do posto da PM na praça XV, em Florianópolis

 

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