Júri de outros dois acusados de homicídio no Mercado Público não tem data para acontecer - Polícia - Hora

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Após absolvição de réu22/06/2018 | 15h24Atualizada em 22/06/2018 | 16h27

Júri de outros dois acusados de homicídio no Mercado Público não tem data para acontecer

Ambos ainda possuem recursos pendentes de análise no Tribunal do Júri sobre a pronúncia dos réus, que determina se eles serão ou não julgados por júri popular

Júri de outros dois acusados de homicídio no Mercado Público não tem data para acontecer Divulgação / PM/PM
Outro indício apontado pela Polícia Civil era o depoimento de pessoas indicando que Charles Teixeira era dono do Vectra preto usado no crime; o réu alegou que possui um carro parecido, um Punto preto Foto: Divulgação / PM / PM

Após as mais de 12 horas de julgamento de Charles Teixeira, réu que foi absolvido da denúncia de homicídio qualificado contra Vilmar de Souza Júnior, o Juninho, ocorrido em 3 de março de 2017 em frente ao Mercado Público de Florianópolis, não há data definida para outros dois denunciados pelo Ministério Público sentarem no banco dos réus para serem julgados pelas acusações. Os outros dois réus, Leonardo Ferreira, o Nadinha, acusado de ter participado do assassinato ao dirigir o carro que abordou a vítima, e Danilo de Souza, apontado como mandante do crime, ainda possuem recursos pendentes de análise no Tribunal do Júri sobre a pronúncia dos réus, que determina se eles serão ou não julgados por júri popular, como foi Charles. Assim, não há data para o julgamento de ambos, que estão presos por supostamente participarem do crime. 

Charles Teixeira, julgado quinta-feira, foi absolvido da denúncia de homicídio, mas foi condenado a quatro anos em regime aberto por receptação e adulteração, questões também julgadas pelos jurados. A pena, porém, poderá ser convertida em medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários e prestação pecuniária no valor de um salário mínimo a ser revertido a favor da entidade beneficente cadastrada no juízo de execução. Como responde a outro processo na Vara do Crime Organizado, Charles continuará preso no Complexo Penitenciário da Agronômica, onde está desde agosto do ano passado. 

Os jurados absolveram Charles por 4 a 2 da acusação de que ele teria sido o autor dos disparos. Isso era sustentado pela Delegacia de Homicídios da Capital desde o dia do crime – após receberem uma informação por WhatsApp denunciado Charles e Nadinha - e reiterado pelo delegado Ênio Mattos e dois agentes em depoimentos no júri popular. 

julgamento do caso de homicídio no mercado público
Foto: Leonardo Thomé / Hora de Santa Catarina

O promotor Afonso Ghizzo Neto, que trabalhou na acusação do júri, explica que "os jurados afastaram por 4 x 2 a autoria do delito (que o réu Charles foi o autor dos disparados que mataram a vítima)". O promotor, então, faz uma observação técnica para o julgamento, no qual Ghizzo Neto sustentou oralmente que era improvável que o réu Charles tivesse feito os disparos.

— Trata-se especificamente, neste caso em concreto, que a quesitação sobre a autoria foi realizada somente em relação a autoria direta, da seguinte forma: Foi o acusado Charles o autor dos disparos que mataram a vítima? Ou seja, não se quesitou se o réu Charles, ainda que não tivesse efetuado os disparos, teria de alguma forma participado do crime, nos termos do artigo 29 do Código Penal — declarou o promotor, para destacar que ele próprio sustentou em plenário  "que não se poderia afirmar quem foi o autor de disparos". 

A reportagem não localizou os advogados de Leonardo Ferreira, o Nadinha, e Danilo de Souza, irmão de Neném da Costeira. 

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