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Bairro Canasvieiras09/06/2018 | 11h45Atualizada em 09/06/2018 | 11h52

Polícia tenta localizar suspeito de matar transexual com barra de ferro em Florianópolis

Vítima foi encontrada no apartamento onde morava, no Norte da Ilha

Polícia tenta localizar suspeito de matar transexual com barra de ferro em Florianópolis Reprodução/Reprodução Facebook
Kamylla Roberta morava há quatro anos no Norte da Ilha, na Capital Foto: Reprodução / Reprodução Facebook

A equipe da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, comandada pelo delegado Ênio de Oliveira Mattos, titular da especializada, identificou um suspeito de assassinar uma mulher transexual em Canasvieiras, no norte da Ilha. A vítima, Kamylla Roberta, de 30 anos, foi encontrada morta na última quinta-feira (7), dentro do apartamento em que morava. Segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP), ela foi morta a golpes de barra de ferro. 

O delegado Ênio explica que o suspeito está identificado, mas é necessário localizá-lo e interrogá-lo. Assim, neste momento, a polícia se concentra nas buscas pelo homem. Além disso, novas testemunhas do caso serão ouvidas nos próximos dias. 

O IGP informou à reportagem neste sábado (09) que o Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia identificado o nome civil da vítima, cujo nome social é Kamylla Roberta. O motivo, diz a assessoria do órgão, é que ela era natural de outro estado. Assim, foi preciso observar as impressões digitais da mulher, fazer a coleta, colocar no sistema do IGP e então iniciar a varredura nos arquivos do órgão. Mesmo assim, nada foi encontrado nos bancos civis e criminais do IGP catarinense. Se nenhum familiar da vítima for ao IGP, o material coletado pelo órgão será compartilhado com o IGP de São Paulo.

"Foi um crime com muito ódio", diz amiga

A reportagem conversou a amiga da transexual que a encontrou sem vida no chão do apartamento para onde havia se mudado há poucos dias. Ela prefere não se identificar, mas conta que o nome social da vítima era Kamylla Roberta, que completara 30 anos em abril. Kamylla, que possui quase seis mil seguidores no Facebook, morava há quatro anos em Florianópolis, sempre no norte da Ilha, segundo a amiga. 

— Eu senti falta dela na quinta-feira porque desde o dia anterior ela não respondia as mensagens, e isso nunca acontecia. Fiquei preocupada, fui no prédio, falei com a dona do apartamento, que pegou a chave e quando abrimos a porta, a Kamylla estava no chão, já morta. Ela estava namorando há pouco tempo, mas eu não o conhecia. Não sei por que fizeram isso com ela, foi um crime com muito ódio — relatou.

A amiga disse ainda que, neste sábado, a mãe de Kamylla desembarcaria em Florianópolis para identificar a vítima. 

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Foto: Arte NSC Total / Arte NSC Total

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