Acusado de matar agente penitenciário é condenado a 18 anos de prisão em Florianópolis - Polícia - Hora

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Júri popular31/07/2018 | 19h16Atualizada em 31/07/2018 | 19h16

Acusado de matar agente penitenciário é condenado a 18 anos de prisão em Florianópolis

Jurados consideraram o réu culpado pela morte do agente prisional Misael Baruffi, alvejado com 21 tiros na manhã de 12 de junho de 2016, no bairro Ingleses

  

Misael Baruffi, agente morto no norte da Ilha
Misael trabalhava no complexo prisional da Agronômica, estava desarmado e tinha saído para comprar pão em uma padaria próximaFoto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal do Júri de Florianópolis condenou Dilermano de Melo César a 18 anos de prisão em regime fechado pela morte do agente prisional Misael Baruffi, morto com 21 tiros na manhã de 12 de junho de 2016, em Ingleses, no norte da Ilha de Santa Catarina. Dilermano foi sentenciado pelos jurados por homicídio doloso qualificado, com motivo fútil e dificultar a defesa da vítima como duas das qualificadoras. O julgamento, com quase nove horas de duração, acabou por volta de 18h desta terça-feira no Fórum da Capital. A defesa de Dilermano, preso desde julho de 2016 em Itajaí, avisou que vai recorrer da sentença.

Na sustentação da acusação, feita pelo promotor Andrey Cunha Amorim, o integrante do Ministério Público (MP) frisou aos jurados seu entendimento de que as qualificadoras deveriam ser mantidas, pois segundo ele se isso não ocorresse “a pena do réu iniciaria em 6 anos”. Andrey destacou que Misael teve dificultada suas chances de defesa ao ser atingido por 21 disparos de arma de fogo, logo que desceu do carro para falar com seus algozes. O crime aconteceu por volta de 7h30min de um domingo, quando Misael, que trabalhava no complexo prisional da Agronômica, saiu de casa, desarmado, para comprar pão em uma padaria próxima.

Já a defesa de Dilermano, de 27 anos, bateu na tecla de que o réu não teria sido o autor dos disparos que mataram o agente prisional. Citou para tanto o depoimento de outro homem, também denunciado pelo MP, mas que não foi pronunciado para sentar no banco dos réus, que negava a autoria dos disparos a Dilermano. Ao final da leitura de sentença, a advogada Marina Bruno Schinzato, uma das representantes do réu, afirmou que entrará com recurso em segunda instância contra a condenação.

— Foi uma condenação sem provas — falou ao fim do júri.

O promotor Andrey, ao final, falou que outros dois homens que participaram do assassinato de Misael ainda não foram identificados. Nos autos processuais, toda informação que há sobre eles é que seriam conhecidos como “paranaenses”.

O crime 

Na manhã de um domingo, 12 de junho de 2016, o agente penitenciário Misael Baruffi, 31 anos, foi morto com 21 tiros na rua Marinho, região do Capivari de Baixo, em Ingleses. 

Misael trabalhava no Presídio de Florianópolis, na Agronômica. Segundo a denúncia, o agente foi morto após se envolver em um acidente de trânsito causado por quatro homens que estavam em um Palio, armados e que pretendiam assaltar uma mercearia.

Depois da colisão, os ocupantes do Palio tentaram fugir, ocasião em que o agente saiu em perseguição ao veículo. No momento em que ficou emparelhado, narra o MP, Misael apresentou-se como agente público, questionou a colisão e exigiu que parassem, em seguida fechando a passagem do veículo e obrigando-os a parar.

Ao sair do carro, os homens também desceram e dispararam 21 tiros contra o agente, fugindo com o veículo da vítima. Numa rua próxima, os atiradores abandonaram o carro de Misael e foram resgatados por outro veículo.

 

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