Com julho de assassinatos cruéis, Florianópolis registra 93 mortes violentas em 2018 - Polícia - Hora

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O mês ainda não acabou30/07/2018 | 17h54Atualizada em 30/07/2018 | 18h51

Com julho de assassinatos cruéis, Florianópolis registra 93 mortes violentas em 2018

Até esta segunda-feira, foram registradas 11 mortes violentas nos últimos 30 dias, número menor que em outros meses de 2018, porém com uma sequência de casos misteriosos que intrigam a polícia

Com julho de assassinatos cruéis, Florianópolis registra 93 mortes violentas em 2018 Tiago Ghizoni/Hora de Santa Catarina
O principal exemplo de crime de repercussão é a chacina sem tiros de Canasvieiras, onde cinco pessoas morreram asfixiadas, quatro delas da mesma família, e a Polícia Civil ainda não tem suspeitas dos autores do crime Foto: Tiago Ghizoni / Hora de Santa Catarina

O mês de julho nem chegou ao fim mas já registrou em Florianópolis assassinatos cruéis e intrigantes que desafiam a polícia e profissionais do Instituto Geral de Perícias (IGP). Até esta segunda-feira, foram registradas 11 mortes violentas nos últimos 30 dias, número menor que em outros meses de 2018, porém com uma sequência de casos misteriosos que ganharam os holofotes até da imprensa nacional. Com os 11 assassinatos de julho, a Capital registra 93 mortes violentas em 2018, mais de cinco meses antes de acabar o ano. 

Em 2017, nesse mesmo período de quase sete meses, Florianópolis tinha registrado 111 mortes violentas, 18 casos a mais que este ano. Vale lembrar que o ano de 2017 bateu o recorde de mortes violentas na Capital, com 176 assassinatos. 

O principal exemplo de crime de repercussão em 2018 é a chacina sem tiros de Canasvieiras, onde cinco pessoas morreram asfixiadas – quatro delas da mesma família – e a Polícia Civil ainda não tem suspeitas dos autores do crime. Outro crime ainda envolto em dúvidas é o episódio de uma mulher encontrada morta dentro de um carro no Saco dos Limões. A vítima, que estava sem roupas dentro do veículo, ainda não foi identificada pelo IGP. Outra mulher foi achada morta dentro de uma mala no acesso ao Morro do Mosquito, no norte da Ilha. 

Até esta segunda-feira, ninguém foi preso por suspeitas de participação nos assassinatos dos últimos 30 dias. Titular da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, responsável por investigar as dezenas de mortes violentas na Capital nos últimos meses, o delegado Ênio de Oliveira Mattos evita dar detalhes das investigações. Sobre a chacina, disse que está trabalhando. Em relação aos dois corpos de mulheres assassinadas, afirma que ninguém foi preso por enquanto.

Assassinatos no fim de semana

Os últimos homicídios registrados em julho aconteceram no fim de semana. Dois homens foram mortos a tiros entre o sábado (28) e o domingo (29) em regiões diferentes de Florianópolis. Segundo a Polícia Militar, o primeiro homicídio ocorreu na Chico Mendes, no bairro Monte Cristo, na região continental. Um homem de 31 anos, identificado como Paulo Henrique Pereira, foi encontrado morto no meio da Rua Joaquim Nabuco por volta das 23h de sábado. Segundo Mattos, a suspeita é que o crime teve relação com o tráfico de drogas.

O segundo homicídio foi no começo da manhã de domingo, por volta das 6h, no Morro do Mosquito, no bairro Vargem do Bom Jesus, no norte da Ilha. Um jovem de 24 anos, identificado como Leomar Rodrigues Elizeu, foi encontrado caído já sem vida na entrada de uma residência na Rua Fabriciano Inácio Monteiro. Neste caso, o delegado Mattos afirma que ainda não há suspeita de motivação. 

Relembre as outras mortes violentas de julho

Corpo de mulher é encontrado dentro de mala no Norte da Ilha. mala, corpo em mala, norte da ilha, vargem do bom jesus, florianópolis, investigação, crime
Estrada que leva ao Morro do Mosquito onde um morador de rua encontrou a mala com o corpo de uma mulher dentroFoto: Marcos Schmitt / NSC TV

Chacina de Canasvieiras: Cinco pessoas – quatro delas da mesma família – foram mortas por asfixia dentro do apart-hotel Venice Beach, em Canasvieiras. O estabelecimento era propriedade da família Gaspar Lemos, naturais de São Paulo que há 15 anos haviam se mudado para Florianópolis. Na capital paulista, eles foram por anos revendedores autorizados de veículos Fiat. A polícia suspeita que dívidas milionárias podem ter motivado as mortes, mas não tem suspeito dos crimes por enquanto.

Corpo encontrado carbonizado na Praia do Moçambique: Um corpo parcialmente carbonizado foi encontrado na entrada da Praia do Moçambique, no leste da Ilha de Santa Catarina, na manhã de 12 de julho. O cadáver é de um homem negro com tatuagens nas costas e foi encontrado por um surfista que passava pelo local. Não se sabe se a vítima foi apenas deixada lá ou morta e queimada em outro lugar.

Adolescente morto pela PM: Um adolescente de 16 anos morreu na manhã do dia 15 de julho após ser atingido por um tiro na comunidade Chico Mendes, no bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis. Segundo a Polícia Militar (PM), houve confronto com a polícia e o rapaz foi atingido. Uma pistola que estaria com o jovem foi apreendida. Moradores da comunidade e parentes da vítima, porém, disseram que ele não estava armado e que os policiais já teriam chegado atirando. 

Mulher morta dentro de mala: Na manhã de 22 de julho, uma mulher foi encontrada  morta dentro de uma mala às margens de uma estrada no morro do Mosquito, no bairro Vargem do Bom Jesus, no norte da Ilha. A vítima chama-se Eliene Alves da Silva, e seu corpo foi identificado pelo ex-companheiro da mulher, que também mora na Capital. A polícia acredita que o crime ocorreu em outro lugar e a mala apenas foi deixada nas margens da estrada. Ninguém foi preso pelo crime. 

Mulher morta dentro de carro: O corpo de uma jovem, ainda não identificada, foi encontrado por volta das 3h de 22 de julho no bairro Saco dos Limões, região central de Florianópolis. De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, Ênio de Matos, ela estava dentro de um carro abandonado sem roupas sobre uma região de mata próximo ao supermercado Ilha Sul e da Rodovia Jorge Lacerda. Segundo o IGP, a perícia aguarda exame de digitais para tentar identificar a jovem. 

 

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