Mulher sobrevive a tentativa de feminicídio após ser atingida por 13 facadas - Polícia - Hora

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Florianópolis10/08/2018 | 16h10Atualizada em 10/08/2018 | 17h25

Mulher sobrevive a tentativa de feminicídio após ser atingida por 13 facadas

Está foragido o suspeito de tentar matar uma mulher de 49 anos em Florianópolis. O crime aconteceu na madrugada da última segunda-feira, 6. De acordo com Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Palhoça, onde a família da vítima mora, Iria Hames foi atingida por 13 golpes de faca na cabeça, pescoço, rosto e barriga. O principal suspeito é o companheiro dela, Roque da Rosa. A reportagem não conseguiu localizá-lo, nem seu advogado foi identificado, para comentar o caso.

Na casa onde houve a tentativa de homicídio, no Morro do Quilombo, havia mais uma pessoa — identificada como Amadeu, que seria o empregador de Roque no ramo da construção civil . Foi ele quem acionou o Samu. Depois do atendimento inicial, Iria foi encaminhada para o Hospital Regional de São José, mas ainda na segunda-feira funcionários afirmaram que Roque teria ido ao local armado com uma faca. Por questão de segurança, Iria foi transferida para outro hospital da região.

— Por causa desse relacionamento, a gente falava pouco, mais ou menos uma vez por mês. Ela dizia que ele tinha ciúmes até da nossa família. Eles já tinham terminado uma vez, mas ela disse que foi ameaçada de morte caso não voltasse com ele. Acho que ela preferiu ficar com ele achando que assim ele não faria nada — comenta a filha de Iria, Graziela.

O caso está sob responsabilidade da 6ª Delegacia de Polícia da Capital. A reportagem confirmou a tentativa de feminicídio com agentes da 6ª DP, mas não conseguiu contato com o delegado Felipe Odara, que deverá ser o responsável pelo caso. O acusado do crime, Roque da Rosa, é considerado foragido.

Terceira tentativa

De acordo com os familiares da vítima, essa foi a terceira vez que Roque da Rosa teria tentado assassinar Iria Hames. A primeira aconteceu no Natal de 2017, quando teria ocorrido uma tentativa de enforcá-la. Poucos meses depois, ele teria esfaqueado Iria. Agora, na última segunda-feira, foram desferidos mais 13 golpes de faca.

— Tiveram que abrir a barriga dela para ver se não tinha perfurado nenhum órgão, costuraram todo o pescoço e tiraram até um pedaço de faca da cabeça dela. A polícia está investigando, mas como ele não tem residência fixa, ainda não conseguiram encontrá-lo — afirma o genro da vítima, Kenny Silva.

— Na nossa família está todo mundo apavorado, até por isso estão com medo de recebê-la (Iria). Eu não sei o que vou fazer, para onde vou levá-la. Se ela voltar pra casa dela, ele vai matá-la. A gente está desesperado, sem saber o que fazer — lamenta a filha Graziela. 

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