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Investigação internacional10/08/2018 | 19h11Atualizada em 10/08/2018 | 19h42

Polícia prende no RS suspeito de participação na chacina de Canasvieiras

O homem estava sendo monitorado há cinco dias, mas somente na manhã desta sexta teve sua identidade confirmada. Ele foi preso ao cruzar a fronteira entre os dois países

Polícia prende no RS suspeito de participação na chacina de Canasvieiras Policia Civil RS/Divulgação
No início da noite desta sexta-feira, quando a reportagem conversou com a delegada de Livramento, o suspeito permanecia na delegacia antes de ser encaminhado ao presídio da cidade gaúcha Foto: Policia Civil RS / Divulgação

Agentes das polícias brasileira e uruguaia prenderam um homem de 21 anos suspeito de participação na chacina que matou cinco pessoas dentro de um apart-hotel - quatro delas da mesma família - em Canasvieiras, no dia 5 de julho deste ano. O suspeito foi preso temporariamente na tarde desta sexta-feira em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, cidade que faz fronteira com Rivera, no Uruguai. Segundo a polícia, o homem estava escondido desde a época do crime na casa de uma familiar em Rivera, lado uruguaio da fronteira. 

O suspeito, natural de Florianópolis, estava sendo monitorado há cinco dias, mas somente na manhã desta sexta teve sua identidade confirmada. Ele foi preso ao cruzar a fronteira entre os dois países, dentro de um carro.  Policiais civis da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, da Delegacia Regional de Livramento e da polícia uruguaia participaram da operação de prisão do homem. Levado ao presídio de Livramento, o suspeito agora está à disposição da Justiça catarinense.

A delegada regional Ana Tarouco, que coordenou os trabalhos em Santana do Livramento, conta que o suspeito, cujo nome ela não revelou, foi preso dentro de um carro na avenida Tamandaré, pertinho da linha divisória com o Uruguai. Ele não reagiu à prisão, pois foi surpreendido pelos agentes. De acordo com Ana, a prisão ocorreu por volta de 16h e no mesmo instante a polícia uruguaia cumpria mandado de busca e apreensão na casa onde o suspeito estava escondido. 

— Desde sábado estávamos fazendo um trabalho de monitoramento, e somente hoje conseguimos confirmar que ele estava efetivamente na fronteira. Estava na casa de uma parente, em Rivera, no Uruguai. Com a confirmação da presença dele aqui, intensificamos as buscas e, para nossa sorte, na tarde desta sexta ele acabou cruzando a fronteira e vindo para o Brasil, quando foi preso pela gente — revela a delegada Ana, que não quis revelar se eventuais objetos ligados ao crime foram apreendidos nas buscas à casa onde estava o suspeito.

A delegada destacou as dificuldades de se atuar numa zona de fronteira seca, mas ponderou que as dificuldades são amenizadas pela parceria estabelecida entre as Instituições policiais dos dois países. Ressaltou, também, a dedicação da equipe de inteligência da Delegacia Regional de Santana do Livramento, a qual atuou ininterruptamente para a efetiva localização do suspeito. Segundo a polícia, mais detalhes não serão revelados neste momento para não prejudicar o andamento da investigação.

 Uma semana após a chacina que deixou cinco pessoas mortas em um apart-hotel de Canasvieiras, em Florianópolis, voltamos ao local para ver como está o ambiente. Ainda são muitas dúvidas sobre o método utilizado, como os envolvidos chegaram no hotel, entre outras. (FOTO: TIAGO GHIZONI/HORA DE SANTA CATARINA - FLORIANÓPOLIS, SANTA CATARINA, BRASIL - 12/07/2018)
O prédio do apart-hotel Venice Beach, com 18 unidades e cobertura, está em nome da empresa KGL Administração de Bens e Participações Ltda, cujos sócios eram Kátia Gaspar Lemos e seu irmão LeandroFoto: Tiago Ghizoni / Hora de Santa Catarina

Delegado catarinense diz que suspeito só virá para SC na semana que vem

O delegado Verdi Furlanetto, diretor de polícia da Região Metropolitana de Florianópolis, afirma que o suspeito só virá para Santa Catarina na semana que vem. O delegado não quis revelar detalhes de como será feito o traslado do preso. A investigação prossegue em busca de pistas dos outros autores da chacina sem tiros de Canasvieiras

Entenda o caso

Cinco pessoas foram assassinadas dentro do apart-hotel Venice Beach, na rua Doutor José Bahia Bittencourt, há 100 metros do mar de Canasvieiras, quase a meia-noite de 5 de julho. O caso veio à tona nas primeiras horas do dia seguinte. Foram mortos por asfixia Paulo Gaspar Lemos, 77 anos, Paulo Gaspar Lemos Junior, 51, Kátia Gaspar Lemos, 50, Leandro Gaspar Lemos, 44, e Ricardo Lora, 39 anos. Segundo a polícia, os assassinos, três homens que entraram no hotel por volta de 16h permaneceram no local até perto da meia-noite, depois de submeterem as vítimas a intensa tortura psicológica.


 

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