MP pede júri popular para acusados de atropelamentos em saída de balada em Jurerê - Polícia - Hora

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Alegações finais10/10/2018 | 15h23Atualizada em 10/10/2018 | 20h12

MP pede júri popular para acusados de atropelamentos em saída de balada em Jurerê

Após a defesa dos acusados apresentar as suas alegações finais, o juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Tribunal do Júri da Capital, dará o veredito pela pronúncia ou não dos réus para sentarem e serem julgados diante de sete jurados

MP pede júri popular para acusados de atropelamentos em saída de balada em Jurerê Leonardo Thomé/Agência RBS
Carro usado por Sirotsky horas depois do atropelamento no pátio da 7ª DP, em Canasvieiras Foto: Leonardo Thomé / Agência RBS

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou alegações finais no processo que vai julgar o atropelamento de três pessoas e a morte de uma delas na saída de uma balada em Jurerê, em agosto do ano passado. O promotor Andrey Cunha Amorim, no despacho de 6 de outubro, pede que os réus Sérgio Orlandini Sirotsky e Eduardo dos Santos Rios sejam julgados pelo Tribunal do Júri. 

Após a defesa dos acusados apresentar as suas alegações finais, o juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Tribunal do Júri da Capital, dará o veredito pela pronúncia ou não dos réus para sentarem e serem julgados diante de sete jurados.

Sirotsky, motorista de um Audi denunciado por ter atropelado três pessoas e matado uma delas, é réu por homicídio doloso duplamente qualificado, tentativa de homicídio qualificada e omissão de socorro. Já Santos Rios, motorista de outro veículo envolvido em outro atropelamento minutos depois e que deixou um homem ferido, é réu por dupla tentativa de homicídio qualificada e omissão de socorro às vítimas. 

O promotor Andrey, em seu despacho de 25 páginas, expõe alguns dos motivos pelos quais pediu a pronúncia de Sirotsky por homicídio qualificado e outros crimes. Segundo ele, detectar a linha divisória entre um delito culposo ou doloso é tarefa árdua aos operadores do direito, isso porque "para estabelecer a modalidade do crime, deve-se levar em conta as circunstâncias intrínsecas e adjacentes à cena delituosa, como, por exemplo, o grau de percepção do agente, a sua capacidade de julgamento no momento dos fatos, os atos anteriores, concomitantes e posteriores à prática criminosa e, se for o caso, o poder destrutivo dos instrumentos utilizados".

"Quando o agente contar com a possibilidade real de concreção do tipo de injusto, ao realizar sua conduta, assumindo o risco da sua ocorrência, haverá dolo eventual", diz trecho das alegações finais do MP. 

Já em relação ao réu Santos Rios, o promotor Andrey observa que, "ante a existência de prova material da ocorrência de crimes dolosos contra a vida, bem como pela demonstração da existência de indícios de autoria, conclui-se pela necessidade de ser o acusado Eduardo submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri".

Contraponto

O advogado Nilton Macedo Machado, que defende Sérgio Orlandini Sirotsky, ainda não tomou conhecimento do teor das alegações finais do MP, falou que em breve apresentará o documento de alegações finais da defesa e depois aguardará a decisão do juiz. 

A reportagem não localizou o advogado Lucas Stofela, que representa Eduardo dos Santos Rios. 

Motorista de Audi está usando tornozeleira eletrônica após descumprir cautelares

Sérgio Orlandini Sirotsky
Jovem de 21 anos em foto publicada na sua rede social com o carro usado por ele no momento do acidenteFoto: Reprodução / Instagram

Em agosto deste ano, o MPSC pediu busca e apreensão de imagens, registro de entrada e saída e relatório de consumação de uma casa noturna que funciona junto a cobertura de um hotel na avenida Beira-Mar Norte, no centro de Florianópolis. O local teria sido frequentado por Sérgio Orlandini Sirotsky na noite de 17 e madrugada de 18 de agosto deste ano. Após verificar que as imagens do estabelecimento mostravam o réu no local em horário diferente do permitido pela Justiça, o promotor Andrey pediu a prisão preventiva de Sirotsky.

A Justiça rejeitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público. No entanto, o juiz Marcelo Volpato, da Vara do Juri, ampliou as medidas cautelares contra o réu. Desde agosto, Sirotsky está obrigado a usar tornozeleira eletrônica e, aos finais de semana, ficar em prisão domiciliar integral. Além disso, teve que entregar o passaporte.

Segundo o MP, Sirotsky descumpriu as medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Ele ficou proibido de frequentar bares e casas noturnas e obrigado a se recolher das 23h às 6h nos dias de semana, e das 22h às 6h aos sábados, domingos e feriados. 

O relatório do MP traz imagens das câmeras do hotel Majestic Palace que mostram Sérgio, no dia 18 de agosto, entrando no The Roof Lounge, casa noturna que fica no prédio. Os fatos foram confirmados pelo próprio réu em depoimento.

Como foi o acidente

Os atropelamentos aconteceram no início da manhã de 6 de agosto de 2017, na SC-402, nas proximidades do Complexo Music Park, em Jurerê, norte da Ilha, em Florianópolis. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o acidente ocorreu por volta das 5h30min próximo ao complexo Music Park. As vítimas saíam de uma festa no local quando foram atingidas pelos veículos.



 

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