Acusado de atropelar e matar duas mulheres vai a júri popular na semana que vem - Polícia - Hora

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Florianópolis07/11/2018 | 19h25Atualizada em 07/11/2018 | 19h25

Acusado de atropelar e matar duas mulheres vai a júri popular na semana que vem

O julgamento acontece na próxima quarta-feira, dia 14 de novembro, a partir das 9h, no Fórum da Capital

Acusado de atropelar e matar duas mulheres vai a júri popular na semana que vem Naim Campos/Agência RBS
Carro envolvido em acidente nas proximidades do cemitério Jardim da Paz, no caminho das praias do Norte da Ilha Foto: Naim Campos / Agência RBS

Um ano e meio depois da morte de duas funcionárias da Maternidade Carmela Dutra, que a caminho do trabalho foram atropeladas na SC-401, em Florianópolis, o acusado de cometer os atropelamentos sentará no banco dos réus. Pietro Gusen, que na época tinha 25 anos, será julgado pelo crime de duplo homicídio qualificado pelas mortes de Solange Dutra Pereira, 34 anos, e Rosymere Maria Matiolli Rodrigues, 37 anos. Ambas estavam indo trabalhar naquela manhã de sábado 6 de maio de 2017. 

Se condenado, o rapaz, que também é réu em um processo por tráfico de drogas, pode pegar de 12 a 30 anos por cada uma das mortes, além da pena por embriaguez ao volante, de seis meses a três anos de prisão. O julgamento acontece na próxima quarta-feira, dia 14 de novembro, a partir das 9h, no Fórum da Capital. A expectativa é que a sentença saia no mesmo dia. 

Gusen está preso preventivamente no complexo prisional da Agronômica desde o dia dos atropelamentos. Na época do acidente, Pietro Gusen fez o teste de bafômetro, que deu positivo para presença de álcool no sangue, com 0,68 miligramas/litro (mg/l), o que configura como crime de trânsito, segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Junto com ele no carro, ainda segundo a PMRv, estavam a namorada do jovem e um amigo. Ninguém do veículo se feriu. 

Na audiência de instrução do caso, em 2017, foram ouvidas três testemunhas de acusação e sete de defesa. Para o júri popular, a defesa do acusado solicitou que mais quatro testemunhas de defesa sejam ouvidas em plenário, além da transmissão dos depoimentos audiovisuais já colhidos na audiência de instrução do ano passado. 

Contraponto

O advogado Marcos Paulo Silva dos Santos, que representa Gusen, lembra que seu cliente não fugiu do local do acidente e também auxiliou no resgate às vítimas. Sobre o julgamento, Silva dos Santos diz que perante os sete jurados pretende esclarecer os fatos e "através das provas mostrar que o acidente foi uma fatalidade". 

— O Pietro é um bom rapaz, tentou ajudar no que pôde as vítimas. Vamos provar sua inocência. 

Relembre o caso

Moto que foi atingida pelo motorista Pietro Gusen, que estava alcoolizado.
Moto em que estavam as vítimas Solange e Rosymere, funcionárias da Maternidade Carmela Dutra, em FlorianópolisFoto: Naim Campos / Agência RBS

No dia 6 de maio de 2017, Pietro Gusen, que tinha 25 anos à época, saía de uma festa em Jurerê Internacional quando, por volta das 5h30, atropelou e matou duas mulheres que trafegavam de moto na rodovia SC-401, no sentido Centro, perto do cemitério Jardim da Paz.

Pietro Gusen foi preso em flagrante após teste de bafômetro detectar a presença de álcool em seu organismo. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o teste indicou a presença de 0,68 miligramas/litro (mg/l), o que configura crime de trânsito.

A condutora da moto foi identificada como Solange Dutra Pereira, 34 anos. A caroneira era Rosymere Maria Matiolli Rodrigues, 37 anos. Ambas trabalhavam na Maternidade Carmela Dutra, no Centro da Capital, e testemunhas relataram aos policiais que as vítimas estavam a caminho do trabalho quando foram atingidas pelo carro.

 

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