Homem encontrado dentro de lixeira é a 110ª morte violenta em Florianópolis em 2018 - Polícia - Hora

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E o ano não acabou09/11/2018 | 16h53Atualizada em 09/11/2018 | 17h54

Homem encontrado dentro de lixeira é a 110ª morte violenta em Florianópolis em 2018

A vítima, que era natural da Capital, tinha saído do presídio há poucos meses após a Justiça converter a sentença em serviços comunitários e pagamento de multa

O assassinato de Alisson Rodachinski Santana, encontrado morto na manhã de quinta-feira (8) dentro de uma lixeira no bairro Carvoeira, perto do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), marcou a 110ª morte violenta em Florianópolis neste ano de 2018. A Polícia Civil ainda apura a motivação para o crime e busca encontrar testemunhas que colaborem com a investigação. Até este momento, ninguém foi preso pela morte do jovem de 20 anos.

O delegado Ênio de Oliveira Matos, titular da Delegacia de Homicídios da Capital, afirma que está trabalhando atrás de pistas que levem ao autor da execução, já que a vítima levou um tiro à queima-roupa na nuca, um indício de que Alisson foi executado. A reportagem disse ao delegado Matos que a Polícia Militar informara que o rapaz, que morava no Morro da Queimada, estaria jurado de morte em um morro vizinho, o Mocotó, mas o titular da especializada em homicídios não quis comentar a informação. 

— Eu ainda não vi nada disso — resumiu Matos.

Conforme informações da Polícia Militar, Alisson tinha passagens criminais por tentativa de homicídio, lesão corporal, ameaça contra mulher, roubo, tráfico de drogas, porte de arma, posse de droga e receptação. O corpo dele por moradores e funcionários da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap).

Homem encontrado morto em lixeira de Florianópolis deixou o presídio há um mês 

Alisson saiu pela porta da frente do Complexo Prisional da Agronômica, em Florianópolis, no final de julho deste ano. Havia cumprido seis meses de prisão ao ser detido em flagrante em 10 de janeiro por receptação e adulteração de um carro roubado. Depois de algumas tentativas de sua advogada, a Justiça o colocou em liberdade em troca da prestação de serviços comunitários e o pagamento de prestação pecuniária de um salário mínimo parcelado em 30 meses. 

Segundo a denúncia do MP que embasou sua prisão em janeiro deste ano, Alisson, junto com outro homem, adquiriu entre o final de 2017 e início de 2018, um Renault Sandero que tinha sido roubado por R$ 200. No dia 10 de janeiro, por volta das 14h30min, Alisson foi preso em uma rua do centro da Capital após policiais desconfiarem do carro e constatarem adulteração realizada nos sinais identificadores do veículo, bem como perceberem que o carro era roubado. 

Ao opinar por não relaxar a prisão de Alisson, em uma das tentativas da defesa em colocá-lo em liberdade entre janeiro e outubro, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Abreu Sá Fortes salientou que outras provas de que o jovem era envolvido com o crime organizado foram identificadas em imagens encontradas no aparelho celular de Alisson. 

"As provas indiciárias contidas no presente auto de prisão em flagrante, com diversas fotos do custodiado com armas de grosso calibre, além da participação de um suspeitíssimo grupo de WhatsApp voltado aparentemente a negócios criminosos, o que vem a reforçar a existência de periculosidade suficiente a sustentar a segregação cautelar", assinalou o procurador em 18 de junho deste ano. 

Mortes violentas em 2018: menor que em 2017, maior que em 2016

Com mais esse homicídio, Florianópolis registra agora 110 mortes violentas a pouco menos de dois meses para o final do ano. Dessas, 88 foram homicídios, 20 mortes em intervenções policiais, um latrocínio e uma lesão corporal seguida de morte. Os dados referem-se ao período entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2018. 

No mesmo período do ano passado, haviam acontecido mais de 140 mortes violentas na Capital. Assim, em 2018 aconteceram menos mortes violentas na comparação com o ano anterior. 

Mas as 110 mortes violentas registradas até esta sexta-feira, no entanto, já são superiores a todas as mortes violentas ocorridas em Florianópolis em 2016, quando foram 92 casos de homicídios, latrocínios, mortes em intervenções policiais e lesões corporais seguidas de morte. 

 

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