Moradora de Florianópolis foi morta com golpes na cabeça e no rosto em Arraial do Cabo - Polícia - Hora

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Investigação22/11/2018 | 21h15Atualizada em 22/11/2018 | 21h58

Moradora de Florianópolis foi morta com golpes na cabeça e no rosto em Arraial do Cabo

No local do crime foram encontradas pedras com manchas de sangue

Moradora de Florianópolis foi morta com golpes na cabeça e no rosto em Arraial do Cabo Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook
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Fabiane Fernandes, moradora de Florianópolis encontrada morta em uma trilha em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, foi assassinada com golpes na cabeça e no rosto, informou a médica legista Kesley Couto de Castro, do Instituto Médico-Legal (IML) de Araruama, para onde o corpo foi levado. A vítima teve traumatismo crânio-encefálico e traumatismo de face motivado por ação contundente. Isso indica que os golpes foram desferidos com algum objeto. Havia pedras com manchas de sangue no local do crime. As informações são do jornal Extra

Os próximos passos da investigação por parte do IML será fazer uma pesquisa do material recolhido na unha da vítima e tentar identificar a presença de sêmen para verificar a ocorrência de eventual estupro contra a moradora da Capital. Caso seja localizado, o material pode ajudar na identificação do criminoso. De acordo com Kesley Couto, a moradora de Florianópolis foi morta no domingo, quatro dias antes do exame. A médica legista disse ao Extra que o corpo chegou ao IML em avançado estado de decomposição.

Pelo menos sete pessoas já foram ouvidas como testemunhas. Entre elas, uma mulher que foi abordada pela vítima próximo à entrada da Trilha da Prainha, em Arraial do Cabo, para perguntar o caminho para o Mirante da Praia do Forno. Ela contou ao delegado Renato Mariano, titular da 132ª DP, que viu um homem a certa distância de Fabiane, mas que não pode afirmar se estava com ela.

— Estamos trabalhando na coleta de informações. Essa testemunha disse que não pode dar detalhes das características desse homem, porque ele estava em meio a uma penumbra. Era moreno, com cerca de 1,70m de altura. Ainda não sabemos quem é. Nem se estava com ela. Importante é que ela, com certeza, foi a última pessoa a ver Fabiane com vida além do criminoso. O que pode complicar ainda mais as investigações é a possibilidade de o assassino ser outro turista, já que ela foi morta no fim de semana de cidade cheia por causa do feriadão — explicou o delegado ao Extra.

Entre 12h e 13h do último sábado (17), Fabiane esteve no Méditerranée Hotel, que fica na Prainha, próximo ao acesso à trilha onde ela desapareceu. Imagens de câmeras de segurança mostram a moradora de Florianópolis sendo recebida por funcionários e visitando um dos quartos na intenção de se hospedar. A gerente chegou a fazer uma oferta, porque Fabiane teria dito que ficaria sozinha. Depois, disse que o namorado ficaria também. 

Uma funcionária disse que ele poderia visitá-la e frequentar as dependências do hotel, mas não subir ao quarto. A diária no feriadão custaria em R$ 450. Fabiane teria feito o cadastro, mas recebeu um telefonema e, ao desligar, cancelou a hospedagem alegando que o namorado tinha arrumado um local mais em conta.

Iago Patrick, 21 anos, funcionário de um posto de combustíveis perto da Prainha, disse ao Extra ter conversado com Fabiane na noite de sábado.

— Expliquei a ela onde era, mas no meio do caminho acho que ela desistiu e voltou. Pediu uma bebida alcoólica. Eu servi e ficamos conversando. Perguntou meu nome, se eu tinha namorada. Depois trocamos telefone e ela foi embora. Uma pessoa simpática — contou ao jornal do Rio.

Corpo encontrado em local com urubus

Moradora de Florianópolis desaparece durante trilha em Arraial do CaboFabiane Fernandes, de 32 anos, saiu sozinha para a caminhada
Foto: Reprodução / Instagram

Ainda segundo apuração do Extra, o corpo de Fabiane foi localizado por uma das sete testemunhas, um vigia que foi um dos voluntários na busca. Cearense, o homem contou ao delegado que, na sua terra, animais mortos pela seca ou por outras circunstâncias eram perseguidos por urubus.

— Ele disse ter visto sobre a mata, no ponto da trilha da Prainha, muitos urubus sobrevoando. Ele notou que ali poderia estar algum animal morto. Seguiu pela trilha tentando se orientar pelos urubus até que achou o corpo, no meio da vegetação. Já havia fauna cadavérica, o que indica que o corpo já estava lá há certo tempo, algo que somente a perícia poderá dizer — contou o delegado Renato Mariano.

 

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