Tribunal do Júri vai julgar homicídio cometido contra mulher há mais de 8 anos  - Polícia - Hora

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Florianópolis28/11/2018 | 21h57Atualizada em 28/11/2018 | 21h57

Tribunal do Júri vai julgar homicídio cometido contra mulher há mais de 8 anos 

O réu, porém, não responderá pela qualificadora de feminicídio, pois esta só passou a vigorar em 2015

Sete jurados vão julgar na manhã desta quinta-feira (29) um homicídio contra uma mulher cometido há mais de oito anos em Florianópolis. Osni Borth, hoje com 43 anos, vai sentar no banco dos réus para responder pela acusação de homicídio duplamente qualificado contra sua ex-esposa Oraci Fátima Sotil, que tinha 31 anos quando foi assassinada em abril de 2010, no Morro do Quilombo, no bairro do Itacorubi. O julgamento no Tribunal do Júri começa às 9h, no Fórum da Capital.

O réu, preso na semana passada em outra cidade do Estado, virá a Capital para o julgamento. Durante o curso do processo, ele entrou com diferentes recursos que atrasaram o trâmite da ação. Borth será representado no júri pela defensora pública Fernanda Mambrini Rudolfo, que ainda não conversou com seu cliente após sua prisão, em decorrência da ação em que é réu por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. 

—Aconteceram alguns percalços, ele estava solto, mas na semana passada foi preso. Ele estará no júri, mas eu ainda não fui informada se ele já chegou, vai pernoitar, ou virá de madrugada — explica a defensora Fernanda.

As agravantes pelas quais Borth responderá estão ligadas à Lei Maria da Penha, de 2006, que trata de violência doméstica. O réu, porém, não responderá pela qualificadora de feminicídio, pois esta só passou a vigorar em 2015 com a sanção da Lei do Feminicídio. Isso porque a acusação não pode retroagir para prejudicar o réu. Se condenado, o réu pode pegar de 12 a 30 anos de cadeia. 

O crime

Oraci Fátima Sotil tinha 31 anos quando foi morta a facadas na noite de um sábado de abril de 2010. O motivo, disse à época a Polícia Civil, foi o inconformismo de Borth com o fim de um relacionamento de 14 anos. 

Segundo a Polícia Civil, o autor do crime foi o ex-marido, que não aceitava o fim do romance. O casal havia se separado três meses antes porque Oraci estava cansada do ciúme e da violência do homem.

Naquela noite, o pedreiro Osni Borth teria telefonado para a mulher exigindo que ela fosse até a sua casa, no Morro do Quilombo, no bairro Itacorubi. Ela, que também morava no Quilombo, não foi. 

O ex-marido, então, teria ido atrás da mulher com uma faca. A família de Oraci disse que ele a matou na casa de amigos dela. A Polícia Militar, na época, informou que o corpo apresentava duas perfurações de faca no peito. Borth fugiu depois do crime. 

 

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